Resíduos de Gesso na Construção Civil

Desde meados de 1990 o uso de gesso na construção civil brasileira vem crescendo continuamente tanto nos usos tradicionais como material de revestimento aplicado diretamente em paredes e forros, como material de fundição, em placas de forro, molduras e outras peças de decoração e acabamento como também devido a adoção do sistema drywall nas vedações internas (forros, revestimentos e paredes).

Como sabemos, todas essas utilizações geram resíduos e encontrar soluções de reaproveitamento do gesso o quanto antes era uma necessidade do mercado já que a geração de resíduos em razão das exigências da legislação ambiental brasileira passou a demandar cada vez mais atenção dos consumidores.

Neste contexto desde 2011 o gesso passou a ser um ser um material reciclável, ainda em 2012 a reciclagem do gesso passou a ser compulsória. Segundo o Manual de Resíduos de Gesso na Construção Civil da Associação Brasileira de Drywall, em ordem de importância, pelo volume de resíduos gerados nas obras, estão os seguintes materiais produzidos à base de gesso:

  • Gesso para revestimento
  • Placas e ornamentos de gesso fundido;
  • Chapas para drywall
  • Massas para tratamento de juntas de sistemas drywall

A Coleta

Todos os resíduos de gesso devem ser coletados e armazenados em local específico nos canteiros. Devem ser separados de outros materiais como madeira, metais, papéis, restos de alvenaria (tijolos, blocos, argamassa, etc) e lixo orgânico.

Ainda segundo o Manual da Associação Drywall: a coleta seletiva ou diferenciada melhora a qualidade do resíduo a ser enviado para a reciclagem, tornando-a mais fácil. Nesse sentido, o treinamento da mão de obra envolvida nas operações com gesso – incluindo os prestadores de serviços terceirizados – é fundamental para a obtenção de melhore resultados para todos.

A responsabilidade por separar os rejeitos de gesso é do construtor. Conscientizar o gesseiro e o instalador de drywall é essencial. Quando o material é misturado displicentemente a outros rejeitos da obra, fica inviabilizada a reciclagem e o material acaba indo para o aterro da construção.

Armazenagem

A armazenagem dos resíduos deve ser feita em local seco, coberto e protegido por chuvas e outros possíveis contato com a água.  Deve-se guardar os resíduos em caixa com piso concretado ou caçamba.

Destinação

Atualmente já estão operando em vários municípios brasileiros Áreas de Transbordo e Triagem (ATTs), licenciadas pelas respectivas prefeituras para receber resíduos de gesso, entre outros materiais. A Associação Brasileira do Drywall mantém em seu site na internet a relação atualizada das ATTs capacitadas a receber resíduos de gesso em operação nas capitais brasileiras e em outras localidades.

Utilizações

A indústria do cimento é um dos principais mercados que utiliza o gesso reciclado. Ele é adicionado ao cimento (cerca de 5%) atuando como retardante de pega do material, ou seja, tornando-o mais fácil de manusear sem endurecer rapidamente. Um ponto importante deste reaproveitamento é a facilidade da logística deste material reaproveitado para as bases de reutilização, pois há fábricas de cimento espalhadas por todo o país onde sempre haverá uma ATTs relativamente próxima.

Outro uso do gesso foi aplicado recentemente por uma empresa de Canoas (RS), cidade da região metropolitana de Porto Alegre, como fertilizante na agricultura. Pode também ser aplicado controladamente na agricultura para a correção de solos, como aditivo para compostagem, absorvente de óleos, controle de odores e secagem de lodos em estações de tratamento de esgoto.

Tudo a ver

Este artigo foi baseado no Manual Resíduos de Gesso na Construção Civil: Coleta, armazenagem e reciclagem. Para ter acesso completo acesse o site da Associação Brasileira do Drywall. Fundada em junho de 2000 com o objetivo de difundir a tecnologia drywall em toda a cadeia de negócios da construção civil, ela disponibiliza em seu Portal na seção Biblioteca diversos materiais relacionando ao tema.

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