Especialistas compartilham 40 anos de experiência na engenharia de barragens

Com direito a sala lotada, workshop A Evolução da Barragem Brasileira promove encontro entre diferentes gerações de engenheiros –

A falta de especialistas em geotecnia é uma das maiores preocupações da engenharia brasileira, disse o professor e autor de 100 Barragens Brasileiras, Paulo T. Cruz, durante o workshop A Evolução da Barragem Brasileira, que aconteceu no dia 13 de maio, em São Paulo. Para ele, a ausência de equipes bem estruturadas, com o contingente necessário de engenheiros, tornou-se um problema crônico nas grandes obras atuais.

“Belo Monte, por exemplo, que será a maior hidrelétrica totalmente brasileira (levando em conta que a usina de Itaipu é binacional) e a terceira maior do mundo, tem uma equipe pequena de engenheiros, que muitas vezes não possui a experiência necessária para a execução de uma grande obra de barragem”, explica Paulo Cruz. Para ele, encontros como o do dia 13 de maio fomentam a troca de experiências entre diferentes gerações de engenheiros e ampliam o diálogo acerca das novas práticas da engenharia civil.

Durante o encontro, os 34 participantes conheceram a fundo as principais características das primeiras barragens brasileiras, as obras contra a seca e a criação do DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas –, as obras na bacia do Paraná e os principais tipos debarragens. Foram apresentados novos conceitos e tecnologias na área e alguns casos particulares que demandaram soluções não convencionais. A ideia foi compartilhar um pouco dos mais de 40 anos de experiência dos formadores na engenharia de barragens.

Para Guy Bourdeaux, um dos maiores especialistas sobre o assunto no País, além da técnica apurada, a engenharia civil necessita de muita criatividade. “A criatividade deve sempre estar presente na rotina de trabalho de um engenheiro civil. Muitas vezes, em situações adversas, precisamos implementar soluções nada convencionais, porém funcionais”, explica Bourdeaux.

O workshop “A Evolução da Barragem Brasileira” foi o segundo promovido pela Oficina de Textos. Com o apoio da revista Fundações & ObrasGeotécnicas, o evento atraiu participantes de todo o Brasil.

Leia mais sobre 100 Barragens Brasileiras

Qualificação profissional na Oficina de Textos

Comentários

  1. Pessoal

    Oficina de Textos está de parabéns pela promoção do evento, reunindo dois importantes Mestres nossos, para divulgar a experiência e alertar o risco que estamos correndo. Muitos engenheiros novos, não sabem que não sabem! Podem ter formação e pós-graduação, mas não tem a vivencia das obras grandes. Pior, alguns com experiência em Basalto, Gneiss e Granito, usam isso para projetar em Arenito, sem se preocupar com as profundas diferenças entre os materiais.

    Promovam mais eventos como esse.

    Grato

    Ruben

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