A desigualdade dos Estados brasileiros

Há algum tempo vem sendo discutida a divisão de Estados brasileiros, como recentemente o plebiscito que ocorreu no Pará. A separação dos Estados gera polêmica e abrange não só a população, mas também o poder público – responsável pela distribuição de recursos aos municípios. Afinal, quais as condições para que o desmembramento dos Estados seja benéfico?

Na semana passada foi divulgado um estudo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa a atuação do Estados em diversas áreas -saúde, educação, assistência social, previdência social e trabalho, entre outras.

A principal constatação do estudo é, no mínimo, preocupante: as regiões mais populosas e mais próximas aos grandes centros ainda detém a maior parte dos serviços básicos de atendimento à população.

Já no quesito segurança pública, as desigualdades são evidentes: 17,6% dos municípios brasileiros não possuem sequer delegacia da Polícia Civil. Na Região Nordeste está localizado o maior número de municípios com delegacias, seguida pelo Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, destaca a existência de políticas voltadas a compensar desigualdades regionais, favorecendo áreas pobres ou desprovidas de recursos adequados.

Apesar do avanço econômico, o Brasil ainda necessita de políticas públicas aceitáveis, além de serviços de saúde, educação e moradia de qualidade.

O comunicado do IPEA pode ser lido na íntegra clicando AQUI.

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