A importância das plantas

O que é capaz de fornecer à humanidade alimentos, vestuário, combustíveis e remédios, além de renovar o meio ambiente e embelezar o lugar onde vivemos? As espécies vegetais!

Você sabia que para uma plantação sustentável, com abundância e distribuição da espécie, é necessário o uso de certas técnicas como a adubação ou nutrição mineral das plantas? Primeiro, é preciso contextualizar as principais diferenças entre nutrição e adubação. Nutrição envolve oferecer à planta os minerais e elementos necessários para o desenvolvimento desta, já a adubação envolve preparar o solo para receber a planta. Para o crescimento saudável de uma espécie de planta, ambos são necessários, pois durante o surgimento e a evolução de uma floresta, as espécies demonstram exigências nutricionais e ambientais específicas, cujo simples plantio não garante a sua sobrevivência. Além disso, devemos considerar os solos de baixa fertilidade natural.

Estes e outros fatores interessantes sobre as plantas das matas nativas podem ser encontrados no Guia de Nutrição para Espécies Florestais Nativas, que apresenta conceitos básicos como a essencialidade dos elementos minerais, as funções e sintomas de deficiências dos nutrientes minerais, material e métodos para a nutrição correta.

O ponto alto do livro é a chave geral para identificação dos sintomas de deficiências de macro e micronutrientes, ou seja, aqueles que estão presentes em maior ou menor quantidade nas plantas (respectivamente). Considerar estes pontos auxilia a sanar parte dos problemas de reflorestamento, já que classificar os elementos necessários para as plantas e aplicá-los no ambiente pode tornar uma floresta mais vivida e duradoura.

Com a necessidade cada vez mais evidente de preservar matas e recuperar áreas já degradadas pelos humanos, foram realizadas pesquisas que permitiram a descoberta de três tipos de elementos e minerais fundamentais para as plantas, sendo:

1) Aqueles que são essenciais para o ciclo de vida da planta;

2) Os elementos que possuem funções específicas e não podem ser substituídos;

3) Elementos que estão envolvidos diretamente no metabolismo da planta, fazendo parte de um constituinte essencial;

A ausência dos conhecimentos básicos na reposição destes minerais em espécies florestais também contribui para o lento progresso das ações de tratamento ambiental. Entre os problemas gerados pela não administração destes elementos nas plantas há doenças como a paralisação da emissão de raízes novas, apodrecimento das raízes secundárias, necrose nas gemas apicais e outros problemas que culminam na morte da planta.

Confira abaixo fotos retiradas do livro e que exemplificam algumas doenças que se manifestam por falta de nutrientes:

Planta com deficiência de Fósforo

Planta com deficiência de magnésio

Planta com deficiência de Potássio

O Guia de Nutrição Para Espécies Florestais Nativas fecha os capítulos com um guia com as deficiências nutricionais que atingem as plantas brasileiras, mostrando como identificá-las e os tratamentos indicados. O livro é destinado a orientação de todos os profissionais e pesquisadores na área de Restauração Florestal e serve como referência para a prática para cultivar e desenvolver mudas, conservar e restaurar área florestais por meio de uma adubação racional, sem prejuízo ao ambiente.

Mais sobre os autores:

Maria Claudia Mendes Sorreano: É doutora em Ecologia de Aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (2006) e atua na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente nos seguintes temas: ecologia de florestas naturais, restauração ecológica de áreas degradadas, adubação e nutrição mineral de plantas. Atualmente é professora de manejo de flora e supervisora de estágio do curso de Ciências Biológicas da Faculdade Anhanguera.

Ricardo Ribeiro Rodrigues: É Professor Titular do departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), na área de Sistemática e Ecologia Vegetal, coordena o Programa de Adequação Ambiental de Propriedades Rurais e o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (Lerf-Esalq-USP).

Antonio Enedi Boaretto: É Livre-Docente e Adjunto pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), pós-doutorado pela Wisconsin University e atualmente é Colaborador Sênior (pesquisador e professor) do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP). Atua na área de Agronomia, com ênfase na aplicação de isótopos estáveis e radioativos em pesquisas de nutrição de plantas e adubação.

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