Abu Dhabi inaugura maior usina solar do mundo

No dia 17 de março, os Emirados Árabes inauguraram a maior usina solar do mundo a 120 quilômetros de Abu Dhabi. O empreendimento levou cerca de dois anos para ser construído, custando cerca de U$$ 600 milhões para o país. Com o nome de Shams 1, ocupa uma área de  2,5 km² e tem 258.048 espelhos parabólicos para coletar a luz solar, que atinge um fluido para a transferência de calor.

Os espelhos fazem parte da estrutura diferenciada da usina, que está classificada como uma central de energia solar concentrada (em inglês, Concentrated Solar Power). Ao invés de gerar eletricidade diretamente como nas células solares fotovoltaicas, a usina utiliza espelhos para concentrar a luz solar sobre encanamento. Esta luz armazenada aquece uma mistura de sal fundido, que em contato com a água produz vapor em seu interior e aciona as turbinas e os geradores de eletricidade.

O potencial desta central atinge até 100 megawatts (MW), o equivalente ao consumo médio de 20 mil casas. Ela também permite estocar calor, evitando que as operações sejam suspensas em dias pouco ensolarados. Com o uso de sofisticadas tecnologias de armazenamento térmico, mantém milhares de litros de sal fundido a temperaturas elevadas, compensando a perda energética pela falta de sol.

A execução, operação e manutenção da usina será mantida pela A joint venture Shams Power Company, formada pela empresa francesa Total, pela companhia espanhola de energias renováveis Abengoa Solar e pela companhia local Masdar. Confira abaixo um vídeo da usina publicado pela companhia:

Apesar da magnitude do projeto, a Shams 1 deve manter o posto de maior usina por pouco tempo, já que duas empresas da Califórnia (EUA) propuseram torres solares que vão gerar 500 MW de energia e fornecê-la para cerca de 200.000 casas americanas, batendo o recorde de Abu Dhabi.

Fontes: Gizmodo, Exame

Como funcionam os painéis fotovoltaicos

Diferente dos espelhos utilizados na usina Shams 1, os painéis fotovoltaicos têm uma maneira diferente de transformar a energia contida na radiação luminosa em energia elétrica. Segundo o livro Sistemas Fotovoltáicos Conectados à Rede Elétrica, o fenômeno conhecido como efeito fotovoltaico necessita de materiais semicondutores com capacidade de absorver a energia contida nos fótons presentes na radiação luminosa incidente para transformar a iluminação solar em eletricidade.

Isto acontece porque a energia absorvida por esses materiais quebra as ligações químicas entre as moléculas presentes em suas estruturas, liberando cargas elétricas. Confira abaixo um esquema, também retirado da obra Sistemas Fotovoltáicos Conectados à Rede Elétrica, que ilustra o funcionamento destas estruturas em ambiente doméstico:

Tudo a ver

Se você gostou dessa matéria, vai gostar do livro Sistemas Fotovoltáicos Conectados à Rede Elétrica. A obra do doutor em engenharia elétrica pela UFPA, Marcos André Barros Galhardo, do livre-docente na especialidade de Energias Renováveis pela USP, Roberto Zilles, do doutor em engenharia pelo programa de interunidades de pós-graduação da USP, Sérgio Henrique Ferreira de Oliveira e do doutor em engenharia pela USP, Wilson Negrão Macêdo, aborda as principais características técnicas e operacionais destes sistemas, com exemplos práticos, cálculos para dimensionamento e muito mais.

Além disso, conta com diagramas indicativos de percentagem de captação anual de irradiação solar das principais cidades sul-americanas, incluindo todas as capitais dos Estados brasileiros e outras ilustrações que complementam o conteúdo do livro.

Essencialmente objetiva e prática, a obra constitui um ótimo instrumento para a capacitação de engenheiros e técnicos. Serve também como referência para professores e estudantes das áreas de Energia e Engenharia Elétrica.

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