Acidente na estação brasileira na Antártica

Base militar em chamas na Antártica (Foto: INPE)

Na madrugada do último domingo (25), a Estação Comandante Ferraz, base brasileira na Antártica, pegou fogo. O incêndio começou no compartimento de geradores de energia e se alastrou para outras instalações, matando o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e ferindo outro militar.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta segunda-feira (27/02) uma nota, afirmando que lamenta profundamente o acidente na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e se solidariza aos familiares dos dois militares que foram vítimas da tragédia.

Ainda é cedo para avaliar a extensão dos danos causados pelo incêndio e o prejuízo para as pesquisas brasileiras. Será realizada uma reunião na próxima semana para tentar levantar o quadro completo do que foi perdido e do que vai poder ser retomado. Parte dos computadores da base foi destruída, mas muitos dados podem ser recuperados nos aparelhos pessoais que os cientistas mantinham no local e conseguiram resgatar a tempo.

Uma coisa é certa: a maioria das pesquisas, porém, depende de amostras que são coletadas na Antártica e analisadas no Brasil. Alguns cientistas já tinham enviado parte dessas amostras de volta, mas outros não. As que ficaram na base devem ser perdidas, mesmo as que não foram atingidas diretamente pelo fogo, porque as amostras precisam ser acondicionadas em temperaturas adequadas dentro de geladeiras e, estas irão parar de funcionar devido à falta de energia.

 Projetos

O Inpe possui três projetos na Estação. Sob a coordenação da Dra. Neusa Paes Leme, o primeiro é denominado “A Atmosfera Antártica e Conexões com a América do Sul”. Vinculado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA), o projeto mantém atividades nos seguintes temas: Alta Atmosfera Neutra, Monitoramento da Ionosfera, Ozônio e Radiação UV, Meteorologia e Gases Minoritários. O segundo é o “ATMANTAR”, que reúne ações em continuidade aos projetos do Ano Polar Internacional. E o terceiro é chamado “Monitoramento da alta atmosfera na região Antártica e na América do Sul”, que tem como coordenadora a Dra. Emilia Correia. Os projetos são realizados em colaboração com outras instituições nacionais e estrangeiras.

Veja fotos exclusivas do incêndio clicando aqui.

Comentários

  1. Veja a matéria desse acidente.

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