Agricultura: ferramentas para o mapa de produtividade

Professor José Paulo Molin apresentou o webinar “O que é e em que ponto está a Agricultura de Precisão do Brasil“. Foi perguntado ao Professor quais são as ferramentas para fazer o mapa de colheita e mapa de produtividade. Veja o que ele respondeu:

Na colheita mecanizada é o equipamento que está na colhedora, na máquina que colhe, seja de que cultura for, que mede quanto está sendo colhido. Vamos pegar como exemplo o colhedor de grãos: no elevador do colhedor de grãos tem um sensor que mede quantos grãos estão passando lá, a vazão por unidade de tempo, e a unidade daquele grão, que também é um luxo que temos na colhedora, saber a unidade do grão. Somado a isso tem um GPS que diz em que posição eu estou e, assim, temos o mapa de colheita.

Tudo isso é feito automatizado, a máquina já sai de fábrica com essa tecnologia. Se eu tenho uma máquina mais velha, basta comprar um kit e instalar na colhedora, que este equipamento também fará o mapa de colheita. Esta tecnologia, portanto, existe desde 1990 e 95 no Brasil. Outras culturas não tem ainda o mapa de produtividade como o caso da colheita de laranja, por exemplo. No Brasil a laranja é ainda colhida toda manualmente.

Geoestatística

A Geoestatística é uma disciplina, uma ferramenta fantástica. Ela surgiu na década de 60 e na sua origem nada teve a ver com a agricultura. Apenas na década de 80 a comunidade descobriu a geoestatística como ferramenta para modelar a variabilidade nas lavouras.

Hoje, ela é uma ferramenta intensamente utilizada, seja para a espacialização, o mapa ou o diagnóstico de intervenção, tem ou deveria ter geoestatistica por trás, Então, a comunidade agrícola é um forte usuário de geoestatística para fazer bons mapas, para fazer bons diagnósticos, e portanto, fazer boas intervenções acertadas.

Tudo a ver

capaPara saber mais sobre o assunto leia o livro “Agricultura de precisão” dos professores da Esalq, José Paulo Molin, Lucas Rios do Amaral, André Colaço .

A obra discute como reduzir custos aplicando corretivos e fertilizantes em taxas variáveis, de acordo com as necessidades do solo; explica como aumentar a produtividade explorando o potencial de resposta das lavouras; ensina a utilizar sistemas de direção automática para facilitar a gestão do maquinário – enfim, apresenta as principais aplicações práticas dessa perspectiva tão atual da agricultura.