Água em Marte e o desenvolvimento de vida

Alain Meunier e um grupo de outros cientistas da Universidade de Poitiers, na França, revelaram novos indícios sobre o passado do planeta vermelho em estudos publicados no periódico Nature Geoscience.

A pesquisa tomou como base os minerais-base do atol de Mururoa, que possuem fragmentos de rocha similares àqueles encontrados em Marte. Após realizarem uma análise destas amostras, notaram que apesar da semelhança, as rochas tiveram origens diferentes.

De acordo com o estudo, estes minerais-base do pacífico se originaram a partir do resfriamento de rochas ricas em água que passaram por um derretimento. Já os fragmentos de Marte, são compostos pela decomposição de rochas com água no estado líquido, contando um pouco sobre os aspectos do planeta no passado.

Por meio dessas observações, os cientistas concluíram que existiu água abundante em Marte há mais de 3,75 bilhões de anos, mas que este material teria sido quente demais para sustentar quaisquer formas de vida.

Os cientistas prevêem que os debates sobre assunto deve se intensificar após o envio das imagens feitas por meio das análises do robô Curiosity, que permitirá estudar a superfície de Marte com maior precisão de detalhes.

Fonte: BBC Brasil

 

Quer saber mais novidades sobre o mundo da geologia? Então clique aqui e confira nossa seção de livros voltados para este assunto, com os principais estudos geológicos.

Deixe sua opinião!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *