Geração por hidrelétricas precisa dobrar

A Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou na última semana de outubro uma série de propostas para dobrar a produção de energia hidrelétrica no mundo até 2050, visando reduzir os impactos gerados por outros tipos de usinas.

O planejamento foi desenvolvido após especialistas da AIE verificarem que as fontes hídricas são as produtoras de energia renovável mais vantajosas, tendo gerado 16,3% da energia consumida no mundo em 2010.

Esta produção supera a energia nuclear (12,8%) e está muito à frente da eólica, solar, geotérmica e outras (3,6%), mas em comparação com as energias fósseis, que tem 67%, fica muito abaixo do necessário.

Entre as sugestões oferecidas pela AIE para duplicar esta energia em prol das outras e torná-las mais aceitas, estão a modernização e aumento da capacidade das usinas existentes com mais turbinas e adoção de planos de desenvolvimento internacionais que visam simplificar os processos administrativos para construção de novas hidrelétricas.

Outra sugestão refere-se a aceitação ambiental e social, ponto fraco da energia hídrica. As represas são geralmente rejeitadas pelas consequências para a fauna e a flora, assim como para as populações próximas.

Embora o Brasil seja um dos principais países que investem em barragens e possua 80% da sua energia elétrica proveniente de grandes represas, ainda existe a necessidade de aumentar este potencial para suprir outras regiões.

Belo Monte

Uma das usinas projetadas para suprir regiões com maior demanda energética foi a Belo Monte. Estima-se que o empreendimento, localizado no rio Xingu, estado do Pará, terá capacidade instalada de 11.233 MW e irá adicionar 4.571 MWmédios de energia ao sistema elétrico brasileiro, energia suficiente para abastecer 40% do consumo residencial de todo o país.

Alvo de críticas desde o início do projeto, a usina tem ocupado as manchetes de jornais e gerado protestos em todo o Brasil, mas alguns estudantes de Engenharia Elétrica da UNB fizeram um vídeo mostrando o outro lado da história. Confira abaixo:

 

 

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