Bactérias utilizadas em atividades de mineração

A Universidade de São Paulo, a mineradora Vale e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social se reuniram em um projeto para utilizar microrganismos na recuperação de cobre dos rejeitos rochosos.

O projeto teve início no Pará, na Mina do Sossego, no município de Canaã dos Carajás, onde foi verificada a aptidão de algumas bactérias em se alimentarem de substâncias presentes nas rochas para facilitar a recuperação destes minérios.

Os pesquisadores estão buscando microrganismos que vivem na própria mina para utilizar no processo, visando aumentar o retorno econômico da mineração e reduzir o impacto ambiental da atividade.

A equipe, formada por 20 pesquisadores, entre biólogos, químicos e engenheiros, faz a coleta e seleção das bactérias e dos fungos na represa para caracterizá-los e desenvolver as tecnologias para recuperar o mineral. Caso a iniciativa seja bem sucedida, a Vale poderá ter uma receita bruta de US$ 1,4 bilhão, valor superior ao US$ 1,2 bilhão investido pela companhia entre 1997 e 2004 para colocar a mina em operação.

O projeto tem estimativa de durar cinco anos e receberá investimentos de cerca de R$ 15 milhões, dos quais R$ 3 milhões serão desembolsados pela Vale e R$ 12 milhões pelo BNDES, que os repassará diretamente para a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp).

Fonte: Agência Fapesp

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