Nova versão integrada da Base Cartográfica Contínua

Atualmente a informação geográfica além de estratégica é considerada um recurso econômico e ganha cada vez mais importância, principalmente nesse momento em que mundialmente estão sendo desenvolvidas infra-estruturas de dados espaciais para compartilhamento de dados geoespaciais nos níveis nacional e global.

Em seu portal da internet o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está disponibilizando a Base Cartográfica Contínua do Brasil na escala de 1:250.000 (na qual 1cm = 2,5km). Esta ação é parte do Programa de Atualização Permanente  da Base Cartográfica (BC250). A Base anterior estava dividida em bloco e com essa atualização será possível disponibilizar um conjunto de dados com a visão de todo o território nacional para essa escala.

 O Programa de Atualização Permanente da Base Cartográfica é muito importante já que ela serve de referência e subsídio para tomadas de decisões dos órgãos setoriais públicos e privados além de proporcionar a expansão do conhecimento sobre o Território Nacional. Tem por objetivo promover o compartilhamento de dados geográficos e/ou espaciais e prover a sociedade de uma base cartográfica digital, vetorial, estruturada, integrada, contínua e atualizada de todo o território brasileiro, na escala de 1:250.000, permitindo a obtenção de informações relativas ao posicionamento, nome geográfico e classificação dos elementos representados. Os dados vetoriais permitem aos usuários editarem os dados, adequando-os às suas necessidades.

O processo para a obtenção desta nova escala

Segundo o IBGE, a versão contínua da Base Cartográfica, na escala de 1:250.000, foi obtida a partir da junção e do refinamento dos dados dos 11 blocos que integraram a primeira versão da BC250, lançada em agosto de 2012. Na versão anterior, só era possível obter informações contínuas dentro de cada bloco, separadamente. As informações cartográficas foram obtidas por atualização do mapeamento existente ou por meio de novo mapeamento, utilizando-se imagens de satélite, dados obtidos em atividades de campo e dados fornecidos por órgãos setoriais parceiros.

 Essa escala de mapeamento possibilita uma visualização mais detalhada em relação à base disponível anteriormente, que era a Base Cartográfica Contínua do Brasil, ao milionésimo – BCIM –, escala 1:1.000.000, na qual 1 cm no mapa corresponde a 10,0 km no terreno. Agora com a nova referência cartográfica construída pelo IBGE, em escala 1:250.000, melhorarão as ações de planejamento, monitoramento e gestão territorial e de atualização das informações dos recursos naturais do País.

 No portal do Instituto, a Base está disponível no formato geodatabase, para utilização em Sistemas de Informação Geográfica, e é compatível com diferentes softwares de leitura desse tipo de dado. Sua modelagem está implementada conforme as Especificações Técnicas para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais na versão 2.1 (ET-EDGV v2.1), contemplando 7 das 13 categorias de informação previstas: hidrografia, sistema de transporte, energia e comunicações, abastecimento de água e saneamento básico, estrutura econômica, localidades e limites. As outras seis categorias (relevo, serviço social, educação e cultura, vegetação, pontos de referência e administração pública) estão previstas para inclusão em um momento futuro.

Para acessar a nova Base Cartográfica Contínua, clique aqui. 

Fonte: IBGE

Para entender mais sobre a Cartografia!

Recentemente lançado, o livro Roteiro de Cartografia de Paulo Menezes e Manoel de Couto Fernandes, apresenta de forma clara e didática os principais conceitos clássicos e modernos da cartografia, sua relação com o geoprocessamento e os problemas e impactos causados com a integração de diferentes documentos cartográficos. O livro aborda, entre outros temas, as diversas transformações cartográficas (geométrica, projetiva e cognitiva), os sistemas geodésicos de referência, a cartografia digital e o geoprocessamento.

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