Brasil e a produção de transgênicos

O Brasil produziu 30 milhões de hectares de plantações transgênicas, entrando como segundo colocado no ranking mundial de produtores de alimentos geneticamente modificados.

O País fica atrás somente dos Estados Unidos, que tem uma plantação de 69 milhões de hectares. A alta produtividade se deve às leis recém-aprovadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pelos alimentos transgênicos no Brasil.

Até o presente momento, o órgão já permitiu a comercialização de cerca de 50 organismos geneticamente modificados, dos quais 35 são plantas, mas, apesar destes avanços, as regras de liberação no País estão entre as mais rigorosas do mundo. O rigor acontece por causa do histórico turbulento do Brasil com a produção de transgênicos. A polêmica foi tão grande que, em 1998, a venda destes produtos foi proibida após uma ação judicial do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O embargo durou até 2003, quando uma nova edição da medida provisória autorizou a comercialização. Outro fator que contribuiu para o fim da polêmica foi a criação da lei de Biossegurança (11.105/05), aprovada pelo Congresso em 2005. Confira aqui a lei.

A medida estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados e todos seus derivados.

Com isso, os alimentos passam por cinco fases de testes até chegarem às prateleiras do consumidor. Os projetos devem ser aprovados pela CTNbio e todos os testes devem ser realizados em ambientes restritos e controlados. Se os alimentos corresponderem aos critérios de biossegurança, são enviados para uma avaliação política e um conselho formado por 11 ministros decide se é vantajoso ou não para o País lançar a novidade no mercado.

Tudo a ver:

Você sabe como são feitos os alimentos transgênicos? Confira abaixo as explicações do autor Francisco M. Salzano, no livro DNA, e eu com isso?:

Os organismos geneticamente modificados, conhecidos como transgênicos, são aqueles cujo DNA ou RNA tenha sido alterado pela introdução de material de outra espécie. Este processo pode ser feito de três formas diferentes em plantas:

1)       Pela transferência de agrobactérias: apesar de causarem galhas naturais em diferentes tipos de vegetais, os cientistas descobriram um novo uso para elas. Ao retirar as cepas, pode-se inserir genes de interesse e colocá-las em contato com as plantas.

2)      Pela transferência direta para protoplastos: são removidas as paredes de uma célula, deixando apenas a membrana plasmática. Depois, insere-se o material genético de interesse por tratamento com substâncias químicas ou eletroporação. Este método é pouco utilizado por requerer a regeneração da parede celular para formação da planta, tornando o processo demorado.

3)      Bombardeamento de Partículas: O DNA a ser transferido para a planta é aderido a micropartículas de ouro ou tungstênio. Depois, estas partículas são aceleradas com um equipamento chamado bombardeador e lançadas contra o tecido da planta a ser transformada.

Livro DNA, e eu com isso?: Elaborado por Francisco M. Salzano, explica os principais usos da genética de forma simples e direta. Na obra estão disponíveis diversas informações sobre transgenia, clonagem e outros aspectos que geram grandes debates científicos.

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