Brasil terá acelerador de elétrons

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, dará inicio neste ano à construção do Sirius, um acelerador de elétrons ou síncrotron de terceira geração. Com uma ampla faixa de frequência de raios luminosos, a nova máquina poderá atuar em maior número de aplicações que o UVX, o anel atual.

O UVX opera em energias de 1,37 GeV (giga elétron-volts) e pode gerar radiação eletromagnética até a faixa dos raios X macios. O Sirius, por outro lado, será capaz de operar na faixa dos 3 GeV e gerar maior intensidade de luz para abranger o raio X duro, permitindo o estudo de estruturas mais densas. O novo acelerador também será maior em relação ao anterior, com 146 metros de diâmetro e terá 40 estações experimentais.

Confira gráfico com todos os dados do Sirius em relação aos outros síncrotrons existentes no mundo:

 

O projeto está orçado em 650 milhões e tem previsão de conclusão para 2016. A tecnologia e o conhecimento serão totalmente nacionais, além da utilização de mão de obra especializada do próprio País.

Mas, afinal, o que é um acelerador de elétrons?

O acelerador de elétrons, ou síncrotron, é um aparelho que produz diferentes comprimentos de onda de luz, do ultravioleta aos raios X. Estes aparelhos permitem estudar estruturas atômicas, moleculares, microscópicas ou macroscópicas.

O primeiro síncrotron apareceu em 1940, como resultado do primeiro acelerador de partículas. Desde então, as estações de trabalho dos colisores existentes foram atualizadas para estudar as emissões de radiação nestes experimentos.

A segunda geração deste aparelho surgiu em 1997 e foi criada para estudar a emissão da radiação síncrotron, como o UVX. Foi o primeiro deste tipo no hemisfério sul e ainda é o único na América Latina.

Já a terceira geração começará a ser desenvolvida em 2013, usando magnetos chamados de dispositivos de inserção. Colocados em seções retas do anel, os magnetos forçam os elétrons a viajar em um padrão de zigue-zague, fornecendo novas radiações. Veja um pouco mais sobre o Sirius no vídeo abaixo, divulgado pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron:

Fonte: Hypscience

Tudo a ver

Se você gostou da matéria, vai se interessar pela obra Física das Radiações, escrita pelas professoras do Departamento de Física Nuclear do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, Elizabeth Yoshimura e Emico Okuno. Elizabeth é pesquisadora na área de Física da Radiação e de Interação de Luz com Tecidos e Emico Okuno, pesquisadora em Dosimetria da Radiação.

Física das radiações aborda de maneira aprofundada a descoberta da radioatividade e do raio X no final do século XIX e toda sua história posterior. Permite compreender todas as aplicações importantes da radiação em indústrias e, principalmente, na Medicina. Aborda desde os elementos químicos e os radioisótopos, o decaimento nuclear e a interação da radiação com a matéria, até as aplicações da radiação e seus efeitos biológicos, além da detecção e proteção radiológica.

Entremeando o texto dos 13 capítulos, há exercícios resolvidos para um melhor aprendizado e entendimento do aluno, além de histórias relativas a cada tópico e biografias de cientistas de expressão na área. Uma obra fundamental para alunos de gradação e pós-graduação em Física, Física Médica e Engenharia Clínica, assim como referência para todos os profissionais envolvidos em Radiologia.

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