Construção Civil: gerenciamento de resíduos sólidos

Nos últimos anos, a construção civil brasileira vem aumentando sua participação na economia nacional. Cerca de 15% do PIB brasileiro é do setor da construção, o que o torna um dos mais importantes ramos de produção do país. Nas últimas décadas, os resíduos de construção e de demolição (RCD) vêm recebendo atenção crescente por parte de construtores e pesquisadores em todo o mundo.

O gerenciamento dos resíduos da construção civil tem por intuito assegurar a correta gestão dos resíduos durante as atividades cotidianas de execução das obras e dos serviços de engenharia. Ele se fundamenta essencialmente nas estratégias de não geração, minimização, reutilização, reciclagem e descarte adequado dos resíduos sólidos, primando pelas estratégias de redução da geração de resíduos na fonte.

Esse assunto vem ganhando importância e destaque no cenário nacional, especialmente pela aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010, que regulamentou o setor, impondo diversas obrigações aos governantes e às corporações, buscando sempre a qualidade produtiva, da segurança e ambiental em todas as obras. Assim, o gerenciamento de resíduos deve atuar como um conjunto de ações operacionais que buscam minimizar a geração de resíduos em um empreendimento ou atividade.

Usualmente estruturado por meio de um programa ou plano, costuma abranger conteúdos relacionados a seu planejamento, delimitação e delegação de responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos (materiais humanos, financeiros, temporais etc.), atividades de capacitação e treinamento, diagnóstico e/ou prognóstico de resíduos.

Embora nem todo resíduo de construção e de demolição possa ser entendido como um resíduo sólido (tais como esgotos domésticos, efluentes líquidos e gasosos etc.), é comum estabelecer práticas análogas às adotadas no gerenciamento dos resíduos sólidos nesses casos.

Isso se deve principalmente ao fato de que o gerenciamento de resíduos sólidos, especialmente na indústria, acha-se em grande desenvolvimento devido ao tempo que se encontra disponível.

Gerenciamento de resíduos na Construção Civil finalmente em livro

Dado a importância do tema no contexto atual, a Editora Oficina de Textos está lançando este mês o livro Gerenciamento de resíduos sólidos na construção civil escrito pelo engenheiro André Nagalli. A obra concentra-se nos seguintes pontos:

– Legislação

– Classificação e controle de resíduos, coleta, transporte e destinação.

– Preparação e organização do canteiro de obras

Diferentemente de um livro sobre gestão, o autor foca no gerenciamento dos RCC na prática, se fundamentando essencialmente nas estratégias de não geração, minimização, reutilização, reciclagem e descarte adequado dos resíduos sólidos e primando pelas estratégias de redução da geração de resíduos na fonte.

Este importante livro apresenta uma abordagem prática e exercícios ao longo dos capítulos que facilitam a compreensão e estudo do conteúdo. O grande diferencial desta publicação é o registro da experiência teórico-prática brasileira. Parte importante da bibliografia que o Brasil dispõe atualmente é importada ou traduzida de outras realidades/países, em outros contextos e processos construtivos. Outro referencial bastante utilizado atualmente são as cartilhas. E, em relação a estas, o livro Gerenciamento de resíduos sólidos na construção civil buscou aprofundar e ampliar essa importante discussão.

Para ser informado do lançamento acesse aqui e clique “avise-me quando disponível”.

Sobre o autor: André Nagalli é Mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental e Doutor em Geologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Leciona desde 2005 nos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Civil pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Autor de diversos artigos científicos, desenvolve trabalhos de pesquisa na área de resíduos de construção e demolição junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC). É auditor ambiental líder cadastrado junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e, desde 1998, sócio-diretor da AAM – Ambiental & Mineral, empresa de consultoria nas áreas ambiental e geológica, onde atua como consultor.