Contaminação por chumbo em produtos

Com a proximidade do natal, o mercado de itens falsificados ganha projeção e atrai centenas de compradores que desejam economizar nos presentes. Segundo dados levantados pela Fecomércio-RJ/Ipso, no ano passado, mais de 74 milhões de brasileiros adquiriram estes produtos.

Mas ao visar os baixos preços, os consumidores acabam por ignorar a procedência destes itens, que apresentam grande risco de contaminação por chumbo e outras substâncias tóxicas.

Em 2007, milhões de produtos feitos na china com tinta à base de chumbo foram retirados do mercado e ano passado as agências reguladoras dos Estados Unidos da América efetuaram recall de produtos de higiene, alimentícios, brinquedos, ferramentas, baterias para computadores e celulares nos quais constavam contaminação por  substâncias tóxicas.

São estes produtos que ocupam as prateleiras de lojas que comercializam itens falsificados e vão direto para a casa do consumidor. O simples contato com estas substâncias pode causar diversos problemas de saúde, como náuseas, distúrbios do sono, dores abdominais, perda de coordenação, perda de apetite, danos ao fígado, anemia, distúrbios do sistema nervoso, hiperatividade, confusão mental, perda de memória e danos ao cérebro. Em casos mais severos, o envenenamento pode levar ao óbito.

Ao verificar o aumento exponencial de casos de contaminação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) encampou uma campanha pelo banimento do chumbo nas tintas. No Brasil, a Lei n.º 11.762/2008 Art. 2, está proibida a concentração igual ou superior a 0,06% (seis centésimos por cento) de chumbo em tintas e quaisquer outros produtos.

Dica:
Para evitar problemas como estes, os especialistas orientam que os consumidores adquiram somente os produtos com certificações confiáveis, preservando a saúde dos familiares, amigos e inclusive, a própria.

Você sabia?

Várias marcas de tintas para paredes vendidas no Brasil também contêm altos níveis de chumbo. Segundo um estudo da APROMAC, este metal ainda é bastante utilizado como pigmento e agente secante. Por isso, na hora de escolher os produtos para aquela reforma de fim de ano, verifique se a marca escolhida está dentro dos padrões estabelecidos pela lei brasileira.

Fontes: O Estado de S. Paulo e APROMAC.

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