Novo corte no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

No último dia 4, membros do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) e  representantes da sociedade civil   manifestaram publicamente apoio ao manifesto que pede a revisão do corte no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O manifesto foi publicado no jornal Folha de S.Paulo em 20 de março e é assinado por dez entidades, entre elas a SBPC, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei).

O corte reduziu em 23% o orçamento MCTI para o ano, o que corresponde a R$ 1,5 bilhão. Foi o segundo ano consecutivo em que o Ministério sofreu cortes.

As entidades ressaltam que os repetidos cortes de recursos destinados à pesquisa científica e à inovação são incompatíveis com os recentes compromissos do governo para manter o status conquistado pelo Brasil – a sexta maior economia do mundo e reconhecido como uma nação de liderança global.

Para o membro titular da Academia Brasileira de Ciências, Isaac Roitman, o investimento em pesquisa é fundamental, já que o século XXI pode ser definido como o século do conhecimento. Isso significa que a produção do saber, o desenvolvimento tecnológico e a inovação vão definir as condições sócio-econômicas do País. O desenvolvimento científico certamente influenciará a qualidade de vida e será importante na melhoria de indicadores como a mortalidade infantil e a expectativa de vida, por exemplo. “Para que haja pesquisa de qualidade é fundamental o investimento na formação de recursos humanos e fomento que possibilite o avanço nas pesquisas”, constata Roitman.

Para ler na íntegra o manifesto, publicado na Folha de S. Paulo, clique aqui:

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