Desmatamento da Mata Atlântica diminui

De acordo com dados divulgados semana passada pelo Ministério do Meio Ambiente, o índice de desmatamento da Mata Atlântica, do Pantanal e dos Pampas sofreu queda entre 2008 e 2009.

As informações coletadas são baseadas em mapas do satélite Landsat, que captam desmatamentos de áreas superiores a três hectares. As imagens são feitas no período da seca – em geral no mês de setembro – já que as nuvens impedem a captação de imagens.

A Mata Atlântica apresentou índice próximo de zero de aumento, ao perder 0,02% da cobertura.

Nos Pampas, onde a maior parte do desmatamento ocorre por causa da rizicultura (plantação de arroz) e do reflorestamento de eucalipto, esse índice ficou em 0,18%. E no Pantanal, alcançou 0,12%. No período analisado, o Cerrado foi a região que mais perdeu vegetação, chegou a 0,37% do total. Na Caatinga, o índice de desmate foi 0,23% e na Amazônia, 0,17%.

O índice de diminuição no ritmo de desmatamento é atribuído, em parte, aos avanços da produtividade e de pesquisa.

“O resultado mostra que se está reduzindo a magnitude do desmatamento. Embora ainda esteja acontecendo, acontece num ritmo muito menor do que até 2008”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Os dados do desmatamento deverão reforçar o apoio do governo à reforma do Código Florestal já aprovada pelo Senado, que prevê a recomposição de parte das áreas desmatadas. A votação na Câmara está prevista para o início de março.

De acordo com o Ibama, o desmatamento está migrando para o interior da planície pantaneira, onde os chamados platôs— porções de floresta em terra firme, que não alagam — são desmatados para plantar capim.

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