Destaque no cenário da tecnologia espacial

O Brasil, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é o país que mais distribui imagens de satélite no mundo, em razão da política de distribuição gratuita de imagens pela internet do Cbers – satélite sino-brasileiro, iniciada em junho de 2004. De acordo com a pesquisadora do INPE e autora do livro Iniciação em sensoriamento remoto, Teresa Gallotti Florenzano,  a evolução da tecnologia espacial no Brasil abre novas fronteiras para a pesquisa e o desenvolvimento de produtos e serviços essenciais para a sociedade.

“É cada vez maior o uso de dados de sensoriamento remoto em instituições de pesquisa, universidades, órgãos governamentais e não governamentais e empresas. A partir desses dados são gerados produtos que podem subsidiar as políticas públicas nas áreas de meio ambiente, energia, agricultura, saúde e segurança”, explica a pesquisadora.

O monitoramento diário do desmatamento da Amazônia realizado pelo Inpe é um dos projetos mais bem-sucedidos nessa área, tanto que, recentemente, foi elogiado em editorial pela Science, a mais importante revista de ciência do mundo: “o sistema de monitoramento do desmatamento do Inpe é invejado pelos outros países do mundo”.

Desde 1989, o Inpe faz estimativas anuais das taxas de desflorestamento da Amazônia Legal, a partir da interpretação de imagens dos satélites Landsat e Cbers. Em 2004 foi criado o novo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) – projeto desenvolvido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama.

O Brasil é o país latino-americano que mais se destaca no cenário da tecnologia espacial, assinala a pesquisadora. Segundo ela, o objetivo central do país é atingir a autossuficiência na construção de satélites e foguetes de lançamento.

“Nosso país já desenvolveu satélites de coleta de dados ambientais e satélites de sensoriamento remoto em cooperação com a China – o Cbers. Resta-nos agora o desenvolvimento de um satélite meteorológico, que está em fase de planejamento, e de foguetes de lançamento, já em desenvolvimento”, completa.

Google

O lançamento do Google Earth em 2005 proporcionou uma incrível difusão das imagens de satélite. Sem exigir conhecimento específico em sensoriamento remoto, qualquer usuário pode se beneficiar em visualizar os diferentes ambientes da superfície terrestre. Órgãos públicos passaram a utilizar o programa como ferramenta de fiscalização. Conforme explica a pesquisadora, há controvérsias acerca dos benefícios de seu uso indiscriminado.

O Google Earth tem sido duramente criticado por organizações secretas e até por alguns governos, que alegam que o software contém informações ultrassecretas que podem pôr em risco alguns objetivos e planejamentos de alguns países.

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