Economia da robótica

Robôs fazendeiros, robôs agricultores, ou simplesmente agrobots. São robôs usados na agricultura que respondem a sinais infravermelhos, comandos a laser ou conexões wireleress.

E, a depender dos projetistas, logo não será necessário nem mesmo dirigir-se a eles porque sistemas de inteligência artificial e sensoriamento do ambiente pretendem transformar os robôs em agricultores autônomos, funcionando 24 horas por dia.

As ideias são ótimas,o esforço para a criação de agrobots é mundial,  mas os desafios são gigantescos.

Apesar dos avanços dos sistemas de visão artificial, tornar um robô capaz de separar entre a planta que está sendo cultivada e uma erva daninha, nas condições totalmente aleatórias do campo, está longe de ser uma tarefa solucionada.

Mas será uma solução que se pagará rapidamente.

O impulso é mais forte no Japão, país que produz apenas 40% dos alimentos que consome.

Com o envelhecimento da população, e uma menor disponibilidade de mão-de-obra para trabalhos braçais, o governo está investindo nos robôs, com os quais pretende que o país produza pelo menos metade de sua necessidade de alimentos na próxima década.

Arno Ruckelshausen, da Universidade de Osnabruck, na Alemanha, equipou seu robô BoniRob com um sistema copiado de uma impressora jato de tinta que despeja quantidades mínimas de agrotóxicos apenas nas folhas das ervas daninhas.

Segundo ele, isso poderá reduzir os gastos com defensivos agrícolas em até 80%. E números semelhantes podem ser alcançados para os fertilizantes.

E os fazendeiros, estarão dispostos a pagar o preço de uma tecnologia que não deverá estrear barata no mercado?

O BoniRob usa um sistema de aplicação de defensivos agrícolas similar ao mecanismo de uma impressora jato-de-tinta. Imagem: Arno Ruckelshausen.

“Quando nós começamos a falar em robôs na agricultura, em meados dos anos 1990, os fazendeiros ficaram céticos e deram risadas. Mas quando nós demonstramos um colhedor de pepinos, eles nos perguntaram se poderiam comprar um já,” responde Eldert van Henten, da Universidade Wageningen, na Holanda.

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