Entrevista sobre o livro “Dessalinização de águas”

capa_dessalinizaçãoPesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Dessalinização de Águas Salobras e Salinas (FATEC-SP) escreveram o recém-lançado “Dessalinização de águas“, primeiro livro brasileiro totalmente dedicado ao assunto.

Cientes de que a escassez de água, agravada pelo aumento populacional e pela poluição de rios e mananciais, é uma questão urgente em território nacional, este grupo acredita que publicações como esta oferecem alternativas possíveis para o enfrentamento de situações de crise.

Ana Paula Pereira da Silveira, que é integrante da equipe e co-autora da obra, participou de todo o processo. Como professora-assistente da FATEC-SP e funcionária da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), ela acompanha de perto os desafios do abastecimento hídrico. Nesta entrevista ela explica qual a importância deste tema.

Comunitexto: Porque vocês escolheram pesquisar e escrever sobre a dessalinização de águas?

Ana Paula P. da Silveira: A dessalinização é uma importante alternativa nos casos de escassez hídrica, e nas ilhas e regiões litorâneas. O tema foi escolhido, dentre outros fatores, pensando no abastecimento de comunidades isoladas no interior dos Estados do Nordeste brasileiro, já que se trata de uma região de difícil acesso à água potável, e trata-se também de uma região com solo salino, o que acaba por deixar as águas subterrâneas salobras.

Mas o livro vai além, apresenta a dessalinização como uma alternativa para o abastecimento público que o Brasil precisa começar a considerar. Uma forma eficiente de gestão se baseia na diversidade de fontes de água, assim, na escassez de uma, faz-se o uso das outras. E atualmente, devido à larga disseminação pelo mundo, a dessalinização está ficando cada vez mais competitiva, inclusive no que diz respeito à sustentabilidade.

CT: De que processos de dessalinização de água o livro fala?

APPS: No livro nós citamos os principais processos utilizados em larga escala para abastecimento público. Na nossa pesquisa, testamos um protótipo de destilação térmica simples com aplicação de vácuo, cujo objetivo, no futuro é desenvolver um sistema que funcione com energia solar para aquecer a água a ser dessalinizada e com vácuo por descarga hidráulica. Vale ressaltar que também escrevemos parte de um capítulo dedicada a descrever a nossa pesquisa.

CT: Quais são os principais destaques do livro?

APPS: Esta é uma publicação inédita no Brasil em língua portuguesa e trata-se também de um livro bastante abrangente no que diz respeito à dessalinização, podendo ser utilizada por pesquisadores ou interessados na área como uma fonte de referência. É sempre importante termos ao menos uma referência publicada em nosso país de origem, para comparação com outros países e com o estado da arte no mundo.

Quer conhecer mais afundo o processo e a importância da dessalinização de águas? Então visite a página do livro e aproveite.

Sobre os autores

Ana Paula Pereira da Silveira é graduada em Biologia pela Fundação Santo André, tecnóloga em Saneamento Ambiental pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC-SP) e mestre em Tecnologias Ambientais pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps).  Atualmente é professora-assistente da FATEC-SP e funcionária da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Dessalinização de Águas Salobras e Salinas (FATEC-SP).

 Ariovaldo Nuvolari é graduado em Tecnologia das Construções Civis – modalidade Obras Hidráulicas pela FATEC-SP, mestre e doutor na área de Recursos Hídricos e Saneamento pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professor dos cursos de graduação e pós-graduação da FATEC-SP, onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Dessalinização de Águas Salobras e Salinas. Autor de diversos artigos e livros, entre eles Dicionário de Saneamento Ambiental, publicado pela editora Oficina de Textos.

Francisco Tadeu Degasperi é bacharel em Física pela Universidade de São Paulo (USP), mestre e doutor pela Unicamp. Atualmente é professor da FATEC-SP, onde montou e coordena o Laboratório de Tecnologia do Vácuo (LTV), que pesquisa sistemas metrológicos nas áreas de vácuo e detecção de vazamentos.

Wladimir Firsoff é graduado em Tecnologia das Construções Civis – modalidade Obras Hidráulicas pela FATEC-SP. É professor da FATEC-SP desde 1980 e faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Dessalinização de Águas Salobras e Salinas.

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