Erupção solar de quase 322 mil km de extensão é captada pela NASA

O Observatório de Dinâmica Solar da Agência Espacial Americana (NASA) registrou no fim do mês de setembro uma imagem fantástica em que mostra uma erupção solar de grandes proporções. Um dos filamentos emitidos pelo astro em sua atmosfera tinha 322 mil km de comprimento.

imagens foram capturadas entre os dias 29 e 30 de Setembro, pelo Solar Dynamics Observatory, ou SDO da NASA. Fonte NASA

As erupções solares são emissões súbitas de radiação na superfície da estrela. Esse tipo de ejeção de massa coronal (coronal mass ejection) dispara bilhões de toneladas de partículas no espaço, que podem viajar a grandes velocidades.

Tempestade Geomagnética

A ejeção de massa coronal pode causar um fenômeno meteorológico no espaço chamado de tempestade geomagnética. Esse distúrbio ocorre quando há erupções solares com ejeções maciças de massa da coroa solar e um grande fluxo de radiação emitida pelo Sol atinge o campo magnético e a atmosfera da Terra.

Quando fortes rajadas de vento solar alcançam a Terra, as ondas de radiação se chocam com a magnetosfera, alterando a intensidade e a direção do campo magnético terrestre. Em casos extremos pode causar quedas de energia elétrica, interferência no funcionamento dos satélites de comunicações e de instrumentos de navegação, com efeitos imprevisíveis sobre o clima.

As auroras boreais e austrais são espetáculos luminosos que ocorrem com as tempestades geomagnéticas.

O Sol

O Sol, tal como outras estrelas, é uma esfera de plasma que se encontra em equilíbrio hidrostático entre as duas forças principais que agem em seu interior. Em sentido oposto ao núcleo solar, estas forças são as exercidas pela pressão termodinâmica, produzida pelas altas temperaturas internas. No sentido do núcleo solar, atua a força gravitacional.

Registro no dia 27 pelo Observatório de Dinâmica Solar da NASA (Foto: NASA/SDO)

O Sol não é feito de fogo, mas de algo chamado de plasma: partículas tão quentes que seus elétrons são fervidos, criando um gás carregado que está entrelaçado com os campos magnéticos. Na realidade, o Sol não é feito de fogo, mas de algo chamado de plasma: partículas tão quentes que seus elétrons são fervidos, criando um gás carregado que está entrelaçado com os campos magnéticos. Os diferentes comprimentos de onda ajudam a capturar os diferentes aspectos de eventos na coroa.

Este ano, o Sol está em um período de intensa atividade conhecido como “máximo solar”. Após anos de observação pelos cientistas, eles concluíram que as máximas e as mínimas ocorrem em um ciclo de 11 anos, sendo, portanto estas erupções solares perfeitamente normais para o período com o auge do ciclo no ano de 2013. Apenas astronautas fora da estação espacial e pilotos de aviões de caça ou de vôos com rota transpolar podem ser prejudicados.

Para saber mais

Veja o vídeo da NASA sobre o filamento magnético do material solar entrou em erupção no sol no final de setembro, quebrando as condições tranquilas de uma forma espetacular.

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