Fitorremediação ambiental

Apesar de potencial brasileiro, tecnologia ainda é pouco utilizada no país –

No Brasil, apesar de haver condições climáticas e ambientais favoráveis, as tecnologias baseadas em uso de vegetais para remediação de solos contaminados praticamente não são aplicadas e ainda são desconhecidas pela grande maioria dos envolvidos na área ambiental. É o que afirmam os autores de Fitorremediação: o uso de plantas na melhoria da qualidade ambiental. Para eles, isso decorre, sobretudo, da falta de interesse em uma política direcionada à redução dos passivos ambientais existentes.

Segundo os autores, apesar das adversidades, no Brasil existe uma perspectiva francamente favorável ao crescimento da demanda por tecnologias de remediação ambiental, entre as quais a fitorremediação, que deverá despontar em muitas situações pela viabilidade técnica e econômica de sua aplicação –  o Brasil conta com a flora mais diversificada do mundo, com número superior a 55 mil espécies descritas, o que corresponde a 22% do total mundial.

A fitorremediação é uma tecnologia emergente absolutamente natural que utiliza plantas e seus microrganismos associados para remediação de solo, água ou ar contaminados. Pode ser aplicada no tratamento de áreas extensas afetadas por largo espectro de poluentes orgânicos e inorgânicos, como sais, metais, pesticidas e hidrocarbonetos de petróleo. É uma técnica de custo muito reduzido quando comparada a outras formas de remediação, podendo inclusive propiciar a produção de madeira, forrageiras ou de outros produtos vegetais que lhe agregam algum valor econômico.

O livro

Fitorremediação: o uso de plantas na melhoria da qualidade ambiental vem preencher uma lacuna de informações em português sobre essa tecnologia. De forma didática, apresenta uma introdução ao tema com definições, conceitos e os princípios dos mecanismos de fitorremediação de maior destaque. Na segunda parte do livro, os estudos de casos mostram as principais experiências internacionais e nacionais. Por último, são abordados os doze pesticidas banidos internacionalmente (e também no Brasil) que ainda constituem passivos ambientais em cuja resolução a fitorremediação terá papel importante.

São abordados conceitos básicos e mecanismos de fitoextração, fitotransformação, fitovolatilização, fitoestimulação, fitorrmediação da água, do solo e do ar, além de fitorremediação de contaminantes inorgânicos e orgânicos.

A obra é de grande utilidade para universitários, profissionais das áreas biológicas, agronômicas e de meio ambiente e todos aqueles que se interessam por sustentabilidade ambiental e se sentem responsáveis pelo futuro do Planeta.

 

Autores

Julio Cesar da Matta e Andrade é engenheiro agrônomo e especialista em Planejamento Ambiental, Perícia e Auditoria Ambiental e Nutrição Mineral de Plantas. Mestre e Doutor em Geotecnia Ambiental pela Coppe/UFRJ, atualmente trabalha como engenheiro ambiental da Petrobras. Experiente na investigação e na recuperação de áreas degradadas por contaminação.

Silvio Roberto de Lucena Tavares é engenheiro agrônomo e especialista em Engenharia de Irrigação, Drenagem Agrícola e Irrigação Pressurizada. É doutorando em Engenharia Ambiental pela Coppe/PEC/UFRJ. Atua na Embrapa com pesquisas sobre Fitorremediação de solos e águas e recuperação de áreas degradadas.

Cláudio Fernando Mahler é professor da Coppe/UFRG, especializado em Engenharia Geotécnica e Ambiental. É livre-docente pela Faculdade de Saúde Pública da USP. É consultor de empresas privadas e públicas em questões geotécnicas, ambientais e numéricas no que se refere ao tratamento, à disposição de resíduos sólidos e à recuperação de áreas contaminadas.

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