Geoengenharia para Redução de Aquecimento Global

Na tentativa de reduzir os efeitos do aquecimento global no planeta, projetos de geoengenharia são postos em prática sem a devida avaliação de riscos ao ecossistema, abrindo precedentes para futuras experiências invasivas na natureza.

Um processo de “fertilização” do oceano com sulfato de ferro foi iniciado na costa do Canadá, com a intenção de aumentar a flora local de plânctons, capazes de absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. No entanto, a ação não foi devidamente planejada nem avaliou possíveis implicações, como o desbalanceamento da cadeia alimentar ou do ecossistema. Além disso, financiamentos clandestinos colaboram para a falta de fiscalização e acompanhamento de projetos como esse.

A Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América são os grandes líderes dessas iniciativas. Outras ideias citadas em congressos e feiras internacionais recaem sobre a possibilidade de posicionamento de espelhos gigantes na órbita terrestre, para que teoricamente contivessem a radiação solar e assim mitigassem o aumento da temperatura terrestre.

Apesar das tentativas, até agora as tecnologias apresentadas não foram capazes de lidar com os efeitos colaterais negativos das mudanças climáticas e da ação do homem na natureza. No Brasil não há registro de projetos do gênero, no entanto, o desenvolvimento de propostas desse cunho na Antártida poderiam afetar o país e sua costa.

Alterações no oceano, como proposta no Canadá, podem afetar outros aspectos da vida do ser humano, e para compreender as variações e o comportamento do oceano é necessário entender as variáveis físicas que controlam o clima e o tempo marinhos, correntes, ondas, ventos, fitoplâncton, pesca, óleo no mar e muitas outras, fazendo com que de fato se tenha conhecimento para propor qualquer inovação tecnológica para a tentativa de reversão das mudanças climáticas.

Para colaborar com esse monitoramento há o sensoriamento por satélites, o qual permite conhecer o oceano e suas particularidades mais profundamente, como propõe a obra Oceanografia por Satélites, escrito e organizado por Ronald Buss de Souza, que traz aspectos como a temperatura da superfície do mar, sensoriamento remoto da cor da água, observações de ondas e maré, dados bio-ópticos, identificação de hidrocarbonetos na superfície do mar por sensoriamento remoto, entre outros.

Adquira o livro e conheça todos os aspectos que devem ser considerados em um projeto tecnológico que envolva o oceano e o meio ambiente em geral.

Fonte: Estadão

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