Gestão da qualidade da água de represas

Os reservatórios artificiais constituem cerca de 7.500 km3 de águas represadas em todo o Planeta. O Brasil, com matriz energética basicamente hidrelétrica, tem mais de 500 reservatórios de grande porte e dezenas de milhares de menores represamentos. O gerenciamento desses ecossistemas, da qualidade de sua água e das bacias hidrográficas em que se inserem é vital para o desenvolvimento sustentável do País.

O livro Gerenciamento da qualidade da água de represas foi redigido por iniciativa do International Lake Environment Committee (ILEC) e trata, de forma integrada e multidisciplinar, dos diversos conhecimentos ligados à gestão de reservatórios, visando particularmente à qualidade da água, os seus processos condicionadores e as suas soluções potenciais, com maior ênfase em reservatórios de rios barrados. Disponibilizamos abaixo os conteúdos de cada capítulo:

Capítulo 1: introdução do livro, define reservatórios, sua importância, seus problemas de gerenciamento e sua distribuição mo mundo.

Capítulo 2: fornece o panorama dos aspectos e abordagens referentes ao gerenciamento da qualidade da água. Ele inúmera tópicos importantes para os gerentes e separa as possíveis estratégias em três categorias principais, em função de seus objetivos e horizontes temporais, a saber: as corretivas, preventivas e aquelas visando a um gerenciamento sustentado.

Capítulo 3: estuda as relações entre a escolha local para barragem, sua construção e características específicas de qualidade de água. São características especialmente importantes: a profundidade dos mecanismos de descarga e o tempo de retenção.

Capítulo 4: apresenta o ecossistema do reservatório, composto por quatro subsistemas principais: as bacias hidrográficas, o reservatório em si, as vazões afluentes e as atividades socioeconômicas e de gerenciamento.

Capítulo 5: trata sobre os peixes, pesca e suas inter-relações com a qualidade da água.

Capítulo 6: é uma revisão das diversas formas e sintonias de deterioração da qualidade da água.

Capítulo 7: busca apresentar os princípios da ecotecnologia como sendo uma estratégia de gerenciamento com bases teóricas seguras, capaz de acarretar o menor dano possível ao meio ambiente, inclusive aos ecossistemas de reservatórios.

Capítulo 8 e 9: fornecem um esboço das características individuais de qualidade da água e dos métodos de medição das mesmas.

Capítulo 10 e 11: fala respectivamente sobre as bacias hidrográficas e sobre a técnica ecotecnologicas de gerenciamento “in loco” da qualidade da água. Discutem em ambos os capítulos as desvantagens de cada abordagem, em especial seus efeitos a longo prazo.

Capítulo 12 e 13: apresenta tópicos específicos relacionados ao gerenciamento da qualidade da água das vazões liberadas e sistemas de reservatórios.

Capítulo 14: são apresentadas as técnicas de modelagem e é dada ênfase a necessidade de fazer com que esses modelos passem a ser utilizados pelos gerentes.

Capítulo 15: estudos de caso reais de reservatórios no Brasil e na Europa que ilustram a obra com seus diferentes problemas, assim como suas soluções.

A obra Gerenciamento da qualidade da água de represas tem como finalidade prática e objetiva oferecer a gerentes ambientais, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, administradores dos recursos hídricos, limnologistas e engenheiros de qualidade de água um instrumento conceitual com exemplos de aplicação que pode ser rapidamente utilizado para solucionar problemas complexos e urgentes nas represas de abastecimento de água e hidroelétricas.

Sobre os autores

José Galizia Tundisi é Mestre pela Universidade de Southampton e Doutor pela Universidade de São Paulo (USP) em Ciências Biológicas. Foi professor da Escola de Engenharia de São Carlos e professor titular da USP. Dedicou-se a pesquisas em ecologia de estuários, represas e lagos. Orientou doutores e mestres nas áreas de Limnologia, Oceanografia, Ecologia e Recursos Naturais. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências, do Institute of Ecology (Alemanha), e também do International Network on Water and Human Health (Nações Unidas, Canadá). Atualmente é professor titular da Universidade Feevale, RS, consultor internacional e presidente do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos – SP (IEE).

Milan Straškrabra doutorou-se em Hidrobiologia pela Universidade de Praga. Foi diretor do Laboratório de Biomatemática na Universidade da Boêmia do Sul, vice-presidente da Academia de Ciências da República Tcheca e presidente da Sociedade Tcheca de Limnologia.

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