Governo de SP e seu plano ambiental

Após o anuncio do Planalto sobre seu projeto ambiental, o Governo de São Paulo decidiu seguir a mesma direção e publicou no Diário Oficial um plano de ações sustentáveis até 2020, além de restabelecer medidas anunciadas anteriormente e traçar metas ousadas para saneamento, emissão de gases e uso de energias renováveis em todo o Estado, sem contar a ampliação da rede de metrô e trem da capital.

No que diz respeito ao meio ambiente, o projeto inclui termos e ações para a redução da emissão de CO2 em 20% e aumento para 69% do uso de energias renováveis; o documento conta também com a universalização do fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto no estado de São Paulo.

Os ambientalistas consideram as metas muito audaciosas, e dentro do próprio governo não se deposita muita fé nessa mudança, uma vez que declaram “trabalhamos com ela (meta de emissão de carbono) como algo possível e real, mas, se as mudanças não começarem imediatamente será apenas uma utopia”.

Outra proposta apresentada pelo governo se refere à ampliação da vegetação nativa no território paulista de 17,5% para 20%. Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento SOS Mata Atlântica, acredita que o tempo é curto e exige altos investimentos. Afirma ainda que poderia ocorrer uma regeneração natural, mas que demandaria excelente articulação de diversos setores, pois uma meta dessas depende do esforço coletivo para ser alcançada.

Enfim, diante da situação atual, os ambientalistas acreditam que o planejamento do governo está defasado, pois oito anos é pouco tempo para mudanças tão drásticas, especialmente no que diz respeito ao comportamento de milhares de indústrias. Eles acreditam que algo mais realista seria montar um planejamento com metas específicas para os diversos setores industriais.

Texto baseado em notícia do jornal O Estado de São Paulo.

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