Henrique Toma fala sobre janela para gerar energia

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia desenvolveram uma nova célula solar capaz de gerar eletricidade sem prejudicar a visibilidade. Descrito como um novo tipo de polímero de células solares (sigla PSC em inglês), que produz energia principalmente por meio da absorção de luz infravermelha, ao invés da luz solar visível, fazendo com que a célula fotoativa seja quase 70% transparente ao olho humano. Assim sendo, o diferencial do projeto da UCLA se encontra justamente na transparência da material. Outra vantagem das células feitas de plástico é que são leves, flexíveis e podem ser produzidas em grande escala e a baixo custo.

À medida que as aplicações da energia solar no setor residencial começarem a receber mais atenção, esforços para tornar a tecnologia mais eficaz podem colaborar para a popularização da ideia entre os consumidores. Além disso, os resultados podem possibilitar a utilização das células solares do polímero transparente em componentes eletrônicos portáteis.

Para compreender os avanços dessa tecnologia no Brasil e qual é a real capacidade de produção de energia das células, conversamos brevemente com Henrique E. Toma, professor titular do Instituto de Química da USP, que nos contou que “existe uma quantidade imensa de projetos de células solares fotoeletroquímicas, incluindo as que nós estamos desenvolvendo em nosso laboratório.  Esse tipo de inovação com certeza será importante no futuro, porém como fonte secundária de energia a partir da conversão da energia solar. Por enquanto, elas não estão sendo projetadas como fontes primárias, como as hidroelétricas, carvão ou petróleo, por causa do custo e desempenho.  Contudo poderão ser úteis para tocar pequenos equipamentos, ou para uso em lugares onde não há outra fonte de energia disponível”.

O professor é autor da Oficina de Textos com o livro O Mundo Nanométrico: a nova dimensão do século, que aborda a tecnologia que faz cada vez mais parte do nosso cotidiano, a nanometria. A novidade é capaz de fazer com que as máquinas mais evoluídas sejam tão pequenas quanto moléculas, além disso, promete que as janelas serão inteligentes e terão sua tonalidade ajustável e dispensarão produtos de limpeza e células a combustível moverão nossos carros silenciosamente.

Para compreender o fascinante mundo nanométrico acesse o link  http://www.ofitexto.com.br/produto/mundo-nanometrico-o-a-dimensao-do-novo-seculo.html

 

Fonte: Revista Exame

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