IBGE lança mapa de Densidade Demográfica de 2010

Parece que a afirmativa “Brasil, um país populoso, mas pouco povoado” continuará na perguntas de provas de cursinhos e em apostilas escolares nos próximos dez anos. É o que revela no mapa que o IBGE lançou recentemente sobre o último censo de 2010.

O Brasil possui cerca de 194 milhões de habitantes destacando-se como a quinta nação mais populosa do planeta.  Em 34 anos, a população brasileira praticamente dobrou em relação aos 90 milhões de habitantes da década de 1970 e, somente entre 2000 e 2004, aumentou em 10 milhões de pessoas. Apesar destes dados, ao longo dos últimos anos, o crescimento demográfico do país tem diminuído o ritmo.

Uma imagem detalhada da distribuição espacial da população brasileira no território nacional, a partir dos resultados do Censo Demográfico 2010. Ele revela as enormes diferenças nas formas de povoamento do país, sendo um registro e um elemento fundamental para a discussão da geografia atual e das estratégias futuras de apropriação e uso do território brasileiro.

Para sua elaboração, foram hierarquizadas 10 classes de densidades demográficas, permitindo-se identificar desde setores de baixíssima densidade populacional (até 1 habitante/km²) até aqueles de densidade mais elevada (100 hab/km² em diante). O mapa utilizou a escala 1:5.000.000 (1 cm = a 50 km), que constitui a dimensão de um mapa mural.

Segundo o IBGE, o mapa revela que as maiores densidades demográficas – acima de 100 hab/km² -, estão situadas no entorno de São Paulo, do Rio de Janeiro e de eixos espaciais intensamente urbanizados, como a região do Vale do Paraíba e as áreas litorâneas ou próximas ao extenso litoral brasileiro, consequência de um passado que implantou próximo à costa os primeiros e mais estáveis pontos de povoamento.

A implantação da capital federal no interior do país foi responsável, em grande parte, pelos demais pontos de maior densidade demográfica fora das áreas próximas ao litoral, localizados entre o eixo formado por Brasília e Goiânia – e que atualmente começa a se articular longinquamente com Cuiabá. As capitais planejadas de Belo Horizonte e Teresina também interiorizaram grandes manchas urbanas nas regiões Nordeste e Sudeste, enquanto Manaus se identifica como uma extensa mancha urbana situada em posição central na Região Norte e na Amazônia sul-americana.

O Norte e Centro-Oeste ainda respondem pela baixa densidade demográfica por serem regiões que ainda apresentam características de áreas preservadas e alta produção e commodities agrícolas. Segundo o Censo 2010 as extensões territoriais de densidades demográficas mais baixas (até 1 hab/km²) abrangem os estados da região Norte e Centro-Oeste, além de áreas do interior nordestino, como o oeste baiano e o sul do Maranhão e Piauí. Áreas contíguas a essa mancha nordestina, situadas no noroeste mineiro, e manchas descontínuas situadas no sudoeste mineiro e nos Pampas gaúchos, de tradição pastoril, também estão dentre as áreas de menor povoamento.

Porque o Censo é importante?

O censo é muito importante, pois mostra com exatidão aspectos fundamentais da realidade do País. Com esses dados é possível identificar e diagnosticar objetivamente a evolução nacional quanto à população, à saúde, à economia, à educação, entre outros, assim podem ser identificados problemas e progressos para elaboração de programas e projetos pelos órgãos de planejamento do Governo.

A contagem populacional também é outro fator importante, pois o número de habitantes influi no repasse de verbas, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Quer saber mais?

O Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE), lançou o Atlas do Censo Demográfico 2010, com novos ângulos de análise da distribuição espacial da sociedade no território nacional. A publicação impressa traz 268 mapas, distribuídos através de um temário que se propõe a abordar, de forma abrangente e interligada, as várias dimensões que compõem a dinâmica e o perfil demográfico da população brasileira, dando ênfase às diferenças regionais e locais aí contidas. Para saber mais clique aqui.

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