Maracanã com energia solar

A Copa de 2014 vem aí e o estádio do Maracanã, marco na história do futebol, vai produzir energia limpa – o projeto consiste na implantação de placas fotovolaicas na superfície que cobre as arquibancadas.

Projeto conceitual aprovado pela FIFA, desenvolvido pelo escritório Castro Mello Arquitetos.

Os painéis solares são um dispositivo que gera energia elétrica a partir da energia luminosa do Sol, através da colocação de células fotovoltaicas – os coletores solares– nos tetos de estádios de futebol. Em 2007, a FIFA recomendou o uso de energia solar e essa medida de economia de energia deve ser parte integrante do planejamento e da construção de um novo estádio.

O teto do Maracanã terá capacidade para gerar 528 mil kwh por ano – cerca de 20% do que ele utiliza, o equivalente ao consumo anual de 240 residências.

O projeto será financiado pela Light, que coordena a produção e distribuição de energia no Rio de Janeiro, e a EDF (Eletricité de France). No entanto, como o investimento é fruto de uma parceria entre as duas empresas e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, elas terão direito a comercializar a energia produzida nos primeiros cinco anos, para compensar os R$ 6 milhões gastos com a implantação da tecnologia.

De acordo com a Light, a implantação do “teto” solar, aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), não afetará o projeto final, nem o cronograma de obras. Além disso, o projeto pode de estender em outras instalações do complexo, como o Maracanãzinho, o Parque Aquático Júlio de Lamare e Estádio de Atletismo Célio de Barro; além da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

A energia limpa começa a ser gerada no início de 2013 e o investimento evitará o despejo de 2,5 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

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