Metrô de São Paulo faz 40 anos

No dia 6 de setembro de 1972, o metrô de São Paulo funcionou pela primeira vez. O teste, que durou aproximadamente 2 minutos, contou com a presença de inúmeras autoridades que foram conferir este evento histórico.

Apesar de este primeiro percurso ter sido feito por cerca de 400 metros, do pátio até a Estação Jabaquara, a estréia modificou os paradigmas dos meios de transporte e inseriu a capital paulista no rol de cidades com transportes rápidos sobre trilhos, uma inovação para a época.

O metrô começou a operar comercialmente apenas dois anos mais tarde, com trens que percorriam, diariamente, 353 km. Hoje, o total percorrido é de cerca de 67.000 km e existem projetos que visam expandir ainda mais este trajeto.

A tecnologia empregada para desenvolver estes trilhos foi Alemã, com técnicos brasileiros que se comunicavam com os especialistas em Inglês. E, segundo Nivaldo José Chiossi, o primeiro geólogo do metrô, o trecho mais emblemático na construção do metrô ocorreu durante a passagem do tatuzão pelo subsolo da Rua Boa Vista, que tem dois túneis paralelos que saem da Sé e se superpõem com a diminuição da largura da rua.

Fonte: Estadão/Jornal do Metrô

 

Nivaldo José Chiossi teve sua trajetória guiada, segundo o próprio, por competência e sorte. Quando começou os estudos em geologia, a universidade oferecia como disciplina extra curricular o idioma inglês, e ele foi um dos poucos alunos que optaram por aprender essa língua. Isso possibilitou que trabalhasse em barragens com uma equipe canadense, no Comitê de Estudos Energéticos da Região Centro-Sul, supervisionado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Um tempo depois, quando o órgão Montreal-DeConsult chegou para gerenciar as obras do metrô em São Paulo, faltavam profissionais de geologia que compreendessem as línguas alemã e/ou inglesa, pois os equipamentos eram importados. Essa foi a oportunidade para que Chiossi fortalecesse a sua carreira profissional, realizando diversas análises geológicas durante a elaboração do projeto das obras do metrô. Sua trajetória inclui ainda passagens em cargos relacionados à prevenção de impactos ao meio ambiente, além diretor da CETESB, presidente da ABGE por duas vezes, e professor durante 15 anos.

Chiossi é autor da obra Destruindo o Planeta Terra e está produzindo com a Editora Oficina de Textos um livro que compilará parte de toda a sua vasta experiência: Geologia de Engenharia. A obra está prevista para lançamento no primeiro semestre de 2013.

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