Mudanças nos oceanos causam impactos sociais

Segundo dados da pesquisa A interface da saúde pública com a saúde dos oceanos: produção de doenças, impactos socioeconômicos e relações benéficas, realizada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 65% da população mundial está próxima à costa marinha, estando a uma distância de, no máximo, 159 km da praia.

Para os habitantes de áreas costeiras os oceanos funcionam como fonte de alimentos, qualidade de vida, recreação e atividades econômicas. As crescentes interferências antrópicas no ambiente têm provocado impactos na vida destas pessoas, especialmente em relação à saúde pública.

A destruição do habitat, mudanças na proporção de sedimentação, alterações climáticas e mobilização de contaminantes tem resultado na propagação em larga escala de agentes infecciosos, presentes em hospedeiros marinhos, e na redução da biodiversidade oceânica, importante para o equilíbrio natural e para a produção de medicamentos.

A partir do estudo A interface da saúde pública com a saúde dos oceanos: produção de doenças, impactos socioeconômicos e relações benéficas, a equipe da Oficina de Textos preparou um infográfico com a finalidade de apresentar alguns dos impactos no oceano provocados pela ação dos humanos e uma descoberta incrível. Confira:

 Um pouco mais sobre o El Niño

Na obra Climatologia, do doutor em Clima e professor titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Francisco Mendonça e da doutora em Geografia Física e professora adjunta da Universidade Federal do Paraná Inês Moresco Danni-Oliveira, o El Niño é explicado como um fenômeno oceânico que provoca o aquecimento incomum das águas superficiais do Pacífico.

O nome em espanhol quer dizer “O Menino” e faz uma alusão a Jesus, já que o efeito acontece próximo ao Natal. O El Niño provoca desarranjos em todos os climas terrestres, embora o efeito seja sentido de forma mais intensa no equador, enfraquecendo a alta subtropical do Pacífico Sul e o sistema de baixa pressão na porção Oeste do Pacífico. O evento ocorre a cada sete anos e gera desde secas e incêndios a inundações.

O uso de satélites para a análise dos oceanos

Abordamos diversos aspectos que contribuem para a degradação dos oceanos, mas como medir com exatidão a temperatura das águas e outros aspectos? O oceanógrafo e pesquisador da Divisão de Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ronald Buss de Souza, aborda as diferentes finalidades de satélites orbitais aplicados no estudo de variáveis físicas que controlam o clima e o tempo marinhos, correntes, ondas, ventos, fitoplâncton, pesca, óleo no mar e muitas outras em sua obra Oceanografia por Satélites.

Esses satélites oferecem uma visualização detalhada das estruturas de bacias oceânicas sem perder a definição de vórtices, ondas internas e manchas. Junto com os meios tradicionais, tais como bóias- meteo-oceanográficas, de deriva ou hidrológicas, os satélites permitem maior riqueza de detalhes na coleta de informações. O estudo permite pensar na conversação desses ambientes para as futuras gerações.

Indicado para profissionais de oceanografia ou leigos, o livro é ideal para quem deseja ter o completo entendimento das capacidades e limitações do sensoriamento remoto em oceanos.

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