Navio oceanográfico apoiará pesquisas no Brasil

A partir de 2013 o Brasil terá um dos mais modernos navios de pesquisas oceanográficas do mundo. O valor do navio, avaliado em R$ 162 milhões foi dividido entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Petrobras, a Marinha e a Vale.

O acordo de cooperação, motivado pelas possíveis novas descobertas de metais preciosos a serem explorados no leito do oceano, foi assinado nessa segunda-feira (22) e contou com a presença do ministro Marco Antonio Raupp.

A embarcação está sendo construída em Cingapura, e permitirá aumentar o volume de informações sobre recursos minerais e biológicos na chamada Amazônia Azul, principal zona econômica do mar brasileiro, com 3,6 milhões de quilômetros quadrados.

Em entrevista para a Agência Brasil, Janice Trotte, coordenadora-geral para Mar e Antártica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atualmente os pesquisadores brasileiros precisam atuar em navios estrangeiros no Atlântico Sul, pela ausência de uma plataforma de pesquisa adequada, o que deverá mudar com a entrada em operação da nova embarcação.

Tratando-se de navios como plataformas de pesquisas nacionais, o País dispõe somente do Cruzeiro do Sul, comprado da empresa holandesa Berkon Shipping N.V pela Marinha em 2007, e o Alpha Crucis, adquirido pela Universidade de São Paulo (USP) da Universidade do Havaí em 2010.

Com esta nova embarcação, o setor de pesquisas minerais e petrolíferas deve ser alavancado, graças ao auxílio do navio em levantamentos científicos e tecnológicos para conhecer os aspectos geológicos do fundo do mar. Com este navio são maiores as possibilidades de explorar os minerais e petróleos que o oceano tem a oferecer sem prejudicar os recursos naturais.

A embarcação tem 78 metros de comprimento, autonomia de 60 dias no mar, acomoda 146 pessoas, sendo 40 a 60 pesquisadores, três laboratórios, robô com capacidade de coletar amostras no fundo marinho, podendo operar a até 5 mil metros de profundidade.

Fonte: Agência Brasil

 

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