Para especialista, vulcão do Chile causará apenas transtornos locais

A erupção do vulcão Puyehue no sul do Chile no dia 4 de junho, em meio a uma elevada atividade sísmica, novamente voltou os olhos do mundo para um dos mais incríveis, e ao mesmo tempo devastadores, fenômenos da natureza. A atividade do complexo vulcânico que se estende ao longo de 15 quilômetros entre as duas regiões meridionais, em uma área de pouca densidade demográfica, levou uma névoa de cinzas a diversas regiões, inclusive ao sul do Brasil.

De acordo com a especialista em vulcanismo da NASA, Rosaly Lopes, que concedeu entrevista exclusiva ao Comunitexto, os efeitos do vulcão continuarão causando muitos transtornos locais e que apesar da força, o impacto não deverá ser global.

“O Puyehue faz parte de um complexo vulcânico do Cinturão de Fogo do Pacífico, um dos principais locais de exploração de energia geotérmica do Chile. Apesar da grande instabilidade, não há risco de a área transformar-se numa segunda Yellowstone”, explica a especialista.

O Chile possui a segunda maior cadeia vulcânica em atividade do planeta, entre as quais se destacam o Villarica e o Calbuco, que estão entre os mais ativos. O Llullaillaco é o mais alto do mundo, com 6.739 metros. O Cerro Hudson, na Patagônia, em 1991 após a erupção lançou cinzas até a Austrália, o que mostra a força dos vulcões do país.

O Puyehue fica mil quilômetros ao sul de Santiago. Sua última grande erupção ocorreu em 1960, pouco após um terremoto de magnitude 9,5, a mais alta registrada na história. Teve também erupções em 1921-22, 1929 e 1934.

O vulcão é um dos mais de mil presentes no Cinturão de Fogo do Pacífico, que abrange nada menos que quatro continentes e inclui alguns dos mais mortais vulcões conhecidos, como Pinatubo, o Krakatoa e o monte Santa Helena. Segundo Rosaly, do ponto de vista vulcanológico, esse é o lado mais agitado da Terra.

Vulcões para turistas e curiosos

Na última semana, em meio aos transtornos causados pelas cinzas do vulcão ativo, a prefeita da cidade chilena de Puyehue, María Ximena Núñez, convidou turistas a visitar a região, mesmo com um alerta vermelho em vigor. Para Rosaly Lopes, “isso não é apenas possível, mas também muito empolgante e seguro”.

Turismo de Aventura em Vulcões traz informações completas para quem quer visitar, explorar e fotografar vulcões ativos de modo seguro e agradável. Irá fascinar tanto entusiastas amadores quanto vulcanólogos profissionais.

A autora, Rosaly Lopes, é brasileira e especialista em vulcanismo planetário do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, em Pasadena, Califórnia, parte de sua própria experiência de trabalho em vulcões ativos para explicar o que é seguro e o que é imprudente, quando observar uma erupção e quando ficar longe dela. Rosaly acredita que todos podem visitar e apreciar vulcões e dá exemplos dos que podem ser facilmente explorados por pessoas de todas as idades, dos mais variados graus de condicionamento físico e conhecimento do assunto.

Para o livro foram selecionados 20 dos mais de 600 vulcões ativos do mundo, que foram classificados conforme sua atividade, seu fácil acesso e variações como: tipos de erupções e grau de perigo. Turismo de Aventura em Vulcões apresenta também informações sobre o ambiente físico dos locais onde os vulcões se situam.

Na versão em português, procurou-se destacar os vulcões vizinhos do Brasil; por isso, há um capítulo inédito sobre os vulcões de Galápagos

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