Paraguai quer suspender energia para Brasil e Argentina

O anúncio do presidente do Paraguai, Federico Franco, de que irá suspender a venda de energia excedente para o Brasil e Argentina, precisa ser submetido à apreciação e votação do Parlamento paraguaio, mas para o presidente, o assunto é questão de soberania nacional – desde junho o Paraguai está suspenso do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), e a suspensão da venda de energia seria uma forma de penalizar esses “responsáveis”.

Franco afirmou que até dezembro enviará um projeto de lei recomendando a suspensão da venda de excedentes de energia para o Brasil. Uma vez enviado, o texto será submetido à apreciação dos parlamentares e, depois votado. Paralelamente o atual presidente paraguaio anunciou que o governo lançará uma campanha de incentivo aos empresários nacionais e estrangeiros para que invistam no país.

No entanto, a ameaça de Franco de não mais “ceder” energia ao Brasil não gera transtornos para o governo, segundo o diretor-geral brasileiro da Usina Hidrelétrica de Itaipu, Jorge Miguel Samek. Segundo ele, a usina tem regras que definem claramente as formas de compra de energia e o seu funcionamento. O diretor afirmou que não está preocupado com o caso, pois Itaipu tem contrato e tratado que estabelecem claramente formas de compra (de energia) e de funcionamento (da usina).

A Usina Hidrelétrica de Itaipu, construída e administrada conjuntamente pelo Brasil e Paraguai, tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende aproximadamente 19% da energia consumida no Brasil e 91% do consumo paraguaio. O Tratado de Itaipu, firmado em 1973, estabelece que cada país tem direito a utilizar metade da energia gerada pela usina, e como usa apenas 5% do que teria direito, o Paraguai vende o restante ao Brasil.

Fonte: Agência Brasil

 

O Brasil apresenta uma demanda crescente por energia, e busca a cada dia novas formas de produção, avanços tecnológicos e meios para o aumento da produção energética. Nesse país repleto de rios, as hidrelétricas têm um papel crucial, mas que também deve se adequar a uma demanda social: a preservação ambiental. Assim sendo, a gestão correta dos reservatórios de hidrelétricas é imprescindível, não apenas para a manutenção de sua reserva hídrica, mas também para a promoção do desenvolvimento.

Tudo a ver:
O livro Gestão de Reservatórios de Hidrelétricas reúne especialistas de diversas áreas para tratar de forma multidisciplinar o monitoramento de reservatórios, com o objetivo de preservar seu potencial hidráulico, limitar os impactos naturais e antrópicos, regular seu uso e ocupação, e fundamentar programas ambientais. A leitura da obra é obrigatória para os profissionais atuantes na área, fornecendo embasamento técnico e científico para o profissional.


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