Plantas melhoram a qualidade do ar

A capacidade das plantas em absorver e transformar substâncias nocivas existentes no ar chamou a atenção da comunidade científica em 1970, graças ao resultado de pesquisas da Nasa que mostraram que os compostos tóxicos que se acumulavam nas naves e estações espaciais podiam ser amenizados com a presença de plantas.

Segundo a obra Fitorremediação, de Claudio Mahler, Professor da Coppe/UFRJ, especializado em Engenharia Geotécnica e Ambiental, Julio Cesar da Matta e Andrade, Engenheiro agrônomo e especialista em Planejamento Ambiental, Perícia e Auditoria Ambiental e Nutrição Mineral de Plantas e Sílvio Roberto de Lucena Tavares, Engenheiro agrônomo e especialista em Engenharia de Irrigação, Drenagem Agrícola e Irrigação Pressurizada, o resultado destes estudos tem sido aplicado com eficácia em outros ambientes.

No interior de prédios com pouca circulação de ar, por exemplo, pode ocorrer a formação de ambientes com acúmulo de substâncias tóxicas originadas de adesivos, produtos de limpeza, tintas, materiais elétricos, fumo de tabaco e impressoras. O contato com essas substâncias pode levar ao desenvolvimento de diversas doenças nos habitantes ou frequentadores destes espaços, mas a presença de alguns tipos específicos de plantas diminui a incidência dos compostos nos espaços residenciais ou de trabalho.

E para você que deseja aplicar os conceitos de fitorremediação em sua casa ou escritório, a equipe do Comunitexto preparou uma tabela interativa com algumas das plantas que você pode utilizar. Confira:

Tudo a ver

Se você se interessou pela matéria, vai adorar a obra Fitorremediação, que aborda todos os conceitos desta tecnologia emergente que utiliza plantas e seus microrganismos associados para remediação de solo, água ou ar contaminados. A técnica pode ser aplicada no tratamento de áreas extensas afetadas por largo espectro de poluentes orgânicos e inorgânicos, como sais, metais, pesticidas e hidrocarbonetos de petróleo, às vezes, simultaneamente.

O livro foi escrito com o intuito de preencher a lacuna que existe no Brasil sobre os métodos sustentáveis e econômicos e é voltado principalmente para universitários, profissionais das áreas biológicas, agronômicas e de meio ambiente e todos aqueles que se interessam por sustentabilidade ambiental e se sentem responsáveis pelo futuro do Planeta.

De forma didática, apresenta uma introdução ao tema com definições, conceitos e os princípios dos mecanismos de fitorremediação de maior destaque. Na segunda parte do livro, os estudos de casos mostram as principais experiências internacionais e nacionais. Por último, são abordados os doze pesticidas banidos internacionalmente (e também no Brasil) que ainda constituem passivos ambientais em cuja resolução a fitorremediação terá papel importante.

Sobre os autores

Cláudio Fernando Mahler: É Professor da Coppe/UFRJ, especializado em Engenharia Geotécnica e Ambiental e livre-docente pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Também atua como consultor de empresas privadas e públicas em questões geotécnicas, ambientais e numéricas no que se refere ao tratamento, à disposição de resíduos sólidos e à recuperação de áreas contaminadas.

Julio Cesar da Matta e Andrade: É Engenheiro agrônomo e especialista em Planejamento Ambiental, Perícia e Auditoria Ambiental e Nutrição Mineral de Plantas. Tem Doutorado em Geotecnia Ambiental (Coppe/UFRJ) e atualmente trabalha como engenheiro ambiental da Petrobras Distribuidora S.A.

Sílvio Roberto de Lucena Tavares: É Engenheiro agrônomo e especialista em Engenharia de Irrigação, Drenagem Agrícola e Irrigação Pressurizada. Possui doutorado em Engenharia Ambiental pela Coppe/PEC/UFRJ e atua como pesquisador da Embrapa.

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