Plantios de restauração florestal podem gerar emprego e renda

A cadeia da restauração florestal constitui hoje uma excelente oportunidade de geração de emprego e renda, principalmente para populações que vivem no meio rural e em contato com a floresta. É o que afirma Pedro Brancalion, professor do Departamento de Ciências Florestais da USP e coautor do livro “Restauração Florestal”, previsto para ser lançado em 2012.

De acordo com o professor, “atividades de coleta de sementes, produção de mudas, implantação de reflorestamentos podem gerar centenas de empregos”. Estima-se que a cada 1.000 ha de plantios de restauração sejam gerados cerca de 230 empregos diretos.

Segundo informações levantadas pelo professor, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica prevê gerar 6.500.000 empregos diretos na restauração de 15 milhões de há do bioma até 2050. “Trata-se de uma área extremamente promissora dos chamados ‘empregos verdes’, que terão cada vez mais importância na economia moderna”, completa.

A restauração florestal consiste no auxílio à recuperação de um ecossistema florestal que foi degradado, perturbado ou destruído. “A ideia é restabelecer florestas nativas com função, estrutura e funcionamento semelhantes às que haviam em um dado local antes dos distúrbios antrópicos”, explica Brancalion.

Hoje, a restauração tem atuado em várias vertentes, tal como na conservação da biodiversidade, na geração de produtos florestais madeireiros e não madeireiros, na proteção dos recursos hídricos e no seqüestro de carbono. São todas estratégias diretamente vinculadas a um plano de desenvolvimento sustentável.

A restauração pode ser realizada, por exemplo, pelo simples isolamento da área, pela condução da regeneração natural de espécies nativas e pela semeadura ou plantio de espécies nativas em pontos específicos da área ou mesmo em área total. “Tratam-se de métodos baseados no potencial que a própria área tem de se recuperar sozinha. Quanto menor esse potencial, mais temos que intervir”, frisa.

Sobre o livro

Estas e outras questões estão sendo discutidas na obra “Restauração Florestal”, com lançamento marcado para meados de setembro. O livro de coautoria dos professores Ricardo Ribeiro Rodrigues, Sergius Gandolfi, e Pedro Brancalion apresenta domínios e espécies objeto de restauração, os critérios para seleção de áreas e os métodos de restauração, discutindo suas principais vantagens e desvantagens.

Além disso, inclui capítulos sobre o monitoramento de áreas em processo de restauração e a produção de semente e mudas. Discute a atual Legislação Ambiental e aspectos socioeconômicos da restauração florestal. Indicado a estudantes de graduação e pós-graduação e a todos profissionais envolvidos no assunto.

Saiba mais sobre a obra em www.ofitexto.com.br

Deixe sua opinião!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *