Procuram-se geólogos desesperadamente

O Sistema de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais criado pelo governo para evitar graves consequências no caso de enchentes e deslizamentos, pode ser prejudicado pela falta de geólogos especializados em análise de solo.

Percebeu-se que não há geólogos o suficiente disponíveis no Brasil para conter o problema de enchentes e deslizamentos, que vem se agravando com o passar dos anos. Antes, o País não convivia com problemas de mudanças climáticas, no entanto, esses eventos estão cada vez mais frequentes, gerando sérias consequências. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, acredita que não há solução rápida para a situação de poucos profissionais na área geológica, mas que se deve investir nisso imediatamente, para que o país seja capaz de reduzir os impactos de catástrofes naturais.

O trabalho dos geólogos, é importante para fazer a topografia de relevos vulneráveis e classificar o volume de chuva que pode acarretar o deslizamento. Esses profissionais são necessários para que as prefeituras façam o mapeamento de morros e encostas (cartas geotécnicas) e leiam dados sobre o volume de água no solo e, assim, possam alertar sobre o riso de deslizamento.

Tudo a ver

O livro Geomorfologia: conceitos e tecnologias atuais, organizado por Teresa Gallotti Florenzano, geógrafa e doutora em Geografia Física pela Universidade de São Paulo, detalha os compartimentos de relevo fluviais, costeiros e cársticos, entre outros; processos tectônicos; e as dinâmicas que moldam a superfície terrestre, como movimentos de massa. Ao longo de 10 capítulos, o leitor terá a oportunidade de perceber por que a Geomorfologia se tornou base imprescindível ao planejamento e aos estudos ambientais. A obra é ideal para alunos de graduação e profissionais de Geografia, Geologia, Meio Ambiente, Sensoriamento Remoto.

3 Comentários

  1. Ressalto que os geógrafos, especializados em Geomorfologia, são amplamente capacitados para desenvolver estudos e mapeamentos de riscos (inundações e deslizamentos). Prova disso é que o Prof. Christofoletti era geógrafo e não geólogo.

  2. É verdade Isabel, muito obrigado por sua pertinente contribuição!
    Equipe Oficina de Textos.

  3. Discordo, Isabel.
    Cursei geografia por dois anos na UFRJ, a graduação tinha nota sete (a maior) na capes, tive duas disciplinas de geomorfologia:a primeira foi muito boa, pois me ajudou a entender como o relevo se forma, a segunda não acrescentou nada novo. Porém nenhuma delas me deu capacidade pra analisar estabilidade de encostas, como seria possível fazer isso sem ter a menor noção de mecanica dos solos? Ninguém na minha turma nunca tinha ouvido falar em ângulo de atrito ou círculo de mohr, tais coisas só fui aprender quando mudei de curso pra geologia. Acho que os geógrafos precisam se preocupar mais em “saber fazer” pra só depois “pedir para fazer”

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