Prova de carga dinâmica: vantagens e desvantagens

Ensaio dinâmico ou prova de carga dinâmica é um ensaio que objetiva principalmente determinar a capacidade de ruptura da interação estaca-solo, para carregamentos estáticos axiais. Ele difere das tradicionais provas de carga estáticas pelo fato do carregamento ser aplicado dinamicamente, por meio de golpes de um sistema de percussão adequado.

A medição é feita por meio da instalação de sensores no fuste da estaca, em uma seção situada pelo menos duas vezes o diâmetro abaixo de seu topo. O sinal dos sensores é enviado por cabo ao equipamento PDA, que armazena e processa os sinais “on line”.

Perguntamos aos autores de Fundações: ensaios estáticos e dinâmicos, José Carlos A. Cintra, Nelson Aoki, Cristina de H. C. Tsuha e Heraldo Luiz Giacheti, quais seriam as maiores vantagens e desvantagens da prova de carga dinâmica? Veja o que eles responderam:

A prova de carga dinâmica de energia crescente ou simplesmente prova de carga dinâmica tem a vantagem de ser um ensaio de menor custo e tempo de execução, viabilizando a sua aplicação em um maior número de estacas, o que caracteriza melhor a variabilidade de resistência no estaqueamento e, assim, propicia condições para a análise de confiabilidade.

Nas estacas cravadas, em que o ensaio é prioritariamente realizado, é possível intervir na execução da estaca, se necessário, uma vez que a prova de carga é conduzida ao final da cravação.

Outras duas vantagens do ensaio: permite estabelecer os diagramas de transferência de carga estaca-solo para todos os níveis de resistência mobilizada e, no caso de atingir a ruptura geotécnica do sistema estaca-solo, a possibilidade de caracterizar o comportamento no pós-ruptura.

A principal desvantagem desse ensaio é o não completo domínio da tecnologia de fabricação da instrumentação que ainda é importada.

Tudo a ver

Fundações: ensaios estáticos e dinâmicos, de autoria de José Carlos A. Cintra, Nelson Aoki, Cristina de H. C. Tsuha e Heraldo Luiz Giacheti, é o mais recente lançamento da série sobre fundações. Aborda tanto os ensaios de investigação geotécnica – o SPT (dinâmico) e o CPT/CPTu (quase estático), utilizados na fase de projeto de uma fundação – como as provas de carga estática e dinâmica, empregadas, sobretudo como instrumentos de verificação de desempenho de fundações por estacas. Na prova de carga dinâmica, destaque para o aperfeiçoamento brasileiro: a utilização de energia crescente nos sucessivos golpes. Para adquirir a obra, clique aqui.

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