Sensoriamento Remoto para inundação: mapas emergenciais 

A grande maioria dos mapas de inundação gerados é emergencial, ou seja, é feita rapidamente e no momento em que o evento está ocorrendo. Para que as equipes de resgate e socorro possam atuar no salvamento das pessoas atingidas pela inundação, é importante que eles sejam produzidos em um prazo de no máximo 24 a 48 horas e enviados às autoridades para as devidas providências.

Esses mapas são utilizados para caracterizar a área afetada e sua extensão; identificar áreas isoladas, de difícil acesso, e vias de acesso por água a esses locais, para resgate de pessoas e animais e distribuição de víveres; planejar ações de logística, como rotas de fuga, salvamento e resgate e locais de pouso de helicóptero; e realizar uma avaliação preliminar de danos.

Por serem emergenciais, ao contrário dos mapas mais tradicionais, é muito comum que basicamente seja feito apenas um processamento digital da imagem de satélite, para realçar os dados referentes ao desastre, e uma classificação temática, para caracterizar a área afetada pela inundação e as informações úteis de uso e cobertura. Posteriormente, finalizada a análise da imagem, são também acrescentadas no mapa informações de data do evento, localização, limites estaduais ou municipais, nome de rios, serras, morros, cidades, bairros, ruas, avenidas, rodovias ou qualquer informação que possa servir de referência para as ações de salvamento e resgate de pessoas.

Não podem ser esquecidas também as informações básicas de qualquer mapa, como título, escala, norte, datum, coordenadas, sistema de projeção, legenda, qual satélite/sensor gerou a imagem, data de obtenção da imagem utilizada para fazer o mapa e a instituição responsável pelo seu desenvolvimento. Em alguns mapas, é feita uma pequena descrição do desastre e acrescentado um recorte de imagem do Google Earth para facilitar a identificação e a localização da área afetada pelo desastre.

Para caracterizar a inundação, é comum utilizar, de maneira combinada, imagens pré-desastre e pós-desastre (fusão entre dados de sensores ópticos e de radar), mesmo que de satélites/sensores diferentes, com resolução espacial distinta e que operam em bandas espectrais diversas, de tal forma que se possa demarcar a área afetada com clareza e, consequentemente, ter uma ideia de sua dimensão, conforme apresentado na figura abaixo. Nessa figura, para realçar a situação de normalidade do rio foi utilizada uma imagem de radar do satélite TerraSAR-X de agosto de 2012, e para identificar a área inundada foi utilizada uma imagem do satélite Kompsat de altíssima resolução, multiespectral, de setembro de 2012.

Mapas emergenciais de imundações

Mapa emergencial de uma inundação ocorrida no rio Niger, em Niamey, no Niger, em setembro de 2012, na escala 120.000. Esse mapa foi gerado da fusão das imagens Kompsat-2 de 1/9/2012 e TerraSAR-X de 12/8/2012. Em azul-escuro está o rio Niger em seu período de normalidade, em azul-médio, a área inundada, e em azul-claro, as áreas potencialmente afetadas, em que traços de inundação, como setores muito úmidos ou lamacentos, são evidentes Fonte: <http://www.disasterscharter.org/web/charter/activation_details?p_r_p_1415474252_ assetId=ACT-405>.

 Tudo a ver

banners-webinar-pago_tania

No dia 16 de fevereiro acontecerá a palestra on-line (webinar) “Informação espacial para a Gestão de Riscos e de Desastres” apresentada pela pesquisadora do INPE, Tania Maria Sausen. Com duração de 2 horas, este webinar tem como objetivo apresentar as informações espaciais que estão disponíveis e como elas podem ser utilizadas nas ações referentes aos cinco macroprocessos de gestão de riscos de desastres.

Para saber mais informações e se inscrever, clique aqui.