Um novo Estado de São Paulo?

Dentre as diversas propostas polêmicas para divisão dos Estados brasileiros, uma delas se destaca pela ousadia: dividir o estado de São Paulo, que é, economicamente, o mais forte do país.

Estado do Interior Paulista. Fonte: elaboração do autor; bases cartográficas CEM/Cebrap originárias de arquivos IBGE.

De acordo com o geógrafo José Donizete Cazzolato, autor do livro Novos Estados e a Divisão Territorial do Brasil, o Estado de São Paulo seria composto pelo litoral, vales do Paraíba e do Ribeira, além da Região Metropolitana de São Paulo. Seria criado, então mais um estado: o Interior Paulista, com a capital em Campinas.

A divisão territorial proposta no livro busca aprimorar o equilíbrio da Federação e leva em conta área, população e municípios, reconhecendo também a identidade caipira. Para o geógrafo, a nova divisão do Estado impulsionaria o desenvolvimento econômico e social dos dois novos Estados, e aumentaria a representatividade dos paulistas no Congresso – seriam o dobro de deputados e senadores.

O autor aplica os critérios geográficos propostos, e constrói um possível cenário com 37 Unidades da Federação, dos quais 33 Estados e 3 Territórios Federais.

Projetos anteriores sobre o desmembramento de São Paulo, sugeriram, sem sucesso, a criação de ‘São Paulo do Leste’ e ‘São Paulo do Sul’. Cazzolato esclarece que há ao menos 30 projetos para criação de novos Estados, nas cinco regiões do País.

Mas e você, leitor? É a favor ou contra a divisão de São Paulo?
O atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é contra. Veja a opinião dele e de mais pessoas: clique AQUI.


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Mais informações:
Livro Novos Estados e a Divisão Territorial do Brasil: uma visão geográfica, de José Donizete Cazzolato


Formato: 
18X25,5 cm
Páginas: 168
ISBN: 978-85-7975-034-2
R$ 48,00 (clique aqui para comprar) 

14 Comentários

  1. Sou contra a divisão do Estado de São Paulo. Infelizmente, alguns intelectuais orgânicos a serviço de grupos econômicos não atentam para que o se quer é enfraquecer economicamente nosso estado, além de criar mais cargos políticos e públicos. Precisamos enxugar a câmara federal e não aumentá-la. Vamos buscar outras alternativas para dar à São Paulo a sua real representatividade no congresso.

  2. Quase não dá para comentar…
    Mas o equívoco já começa querendo chamar um novo estado de “interior”!!!!!!!!!

  3. sou totalmente contra a criação de novos estados, seja em São Paulo, seja no norte. Isso apenas aumenta a burocracia estatal.

  4. Quanto mais Estados, mais políticos; quanto mais políticos, mais oportunistas de carreira, mais tramoias e mais coronéis velhacos para o show de corrupção. Primeiro a gente muda isso. Depois a gente volta a conversar sobre o outro assunto.

  5. isso é coisa de politicos gazeteiros, que quer chamar atenção visto que não tem projetos pra ser reconhecido. seria melhor, arrumar uma roupa de mestre sala e fazer uma apresentação na praça dos três poderes.
    gente, vamos gastar essa energia para reduzir o custo do congresso que no brasil é vergonhoso. um monte de parasitas, gastando a valer. é alarmante o gasto com gasolina.

  6. Ridicula essa idéia, isso é para aumentar o numero de vagabundos como deputados e senadores?, o que sou a favor é a redução em 60% de deputatos vagabundos e troca de mais 20% do bandidos.
    Por que ninguém vem com uma ideia descente para ajudar o pais ?, tem um deputado que teve uma otima idéia que logico não será aprovado no congresso, que todo politico fosse obrigado a matricular o filho em escola publica, faço um livro sobre isso !!!

  7. Para resolver o problema da representatividade temos é que diminuir o número de representantes (deputados) dos estados menos populosos. Uma casa parlamentar com representatividade não proporcional a população (como a brasileira) é um absurdo antidemocrático. O congresso está inchado de oportunistas. Pior que dividir os estados mais ricos e populosos é tentar dividir os grandes estados pobres e piorar ainda mais o quadro “representativo” nacional. Viva os Paraenses que não cairam nessa maracutaia política = (+ vagas para senadores e deputados oriundos de currais eleitorais).

  8. Um verdadeiro delírio, ingênuo e afastado do mínimo do bom senso..Não vai se criar o paraiso fragmentando mais a federação.. Não é por aí.

  9. Olá a todos!

    Segue esclarecimento enviado pelo autor:

    O livro “Novos Estados e a divisão territorial do Brasil – uma visão geográfica” discute a federação brasileira especialmente em termos de sua composição territorial, sugerindo a adoção de critérios técnicos que definam a dimensão escalar das unidades, sintetizados em valores definidos como padrão territorial. A proposta de divisão em 37 unidades é um ensaio de aplicação desse padrão, levando-se em conta os projetos de novos estados apresentados no Congresso desde 1988 e mantendo-se o número atual de 513 deputados federais.

    Caso você, leitor, tenha alguma dúvida ou comentário, por favor, coloque a seguir.

    Atenciosamente,
    Equipe Oficina de Textos.

  10. Sou totalmente à favor da criação deste novo estado. Os paulistanos temem isso pois sugam quase todo o dinheiro do interior para construir metro, viadutos, e o interior fica com uma estrutura estagnada sem nenhuma oportunidade a mais. Se o governador de São Paulo é tão contra essa divisão, então tome vergonha na cara e pare de exportar o dinheiro dos “caipiras” para a Capital e conseguir uma boa visão eleitoral.

  11. Que ideia mais ridícula! São Paulo é o estado mais cosmopolita do Brasil. Um estado com aspectos culturas e climáticos heterogêneos, mas tenho certeza que se não todos, a maioria dos paulistas tem orgulho de dizer que é paulista. Nosso estado é riquíssimo do jeito que ele é, não tem como funcionar de outro jeito. Como diria o lema da cidade de São Paulo – que se encaixa totalmente com todo nosso estado – “Não sou conduzido, conduzo”.

  12. Embora tardiamente, ouso perguntar: Não tens o que fazer ilustre José Donizete Cazzolato? Se não tens, é melhor ficar quietinho vendo s vida passar numa boa e não ficar com elucubrações que ofendem os paulistas orgulhosos de seu estado natal ou de adoção. No mais, deixe-nos em paz.

  13. Sou favorável sim! Por várias razões, por se tratar de uma proposta antiga que por sua vez também atende as necessidades do Brasil, entre elas: o desenvolvimento sócio-econômico, bem-estar social de um modo generalizado, além de uma melhor distribuição de RENDA PER CAPTA muito mais justa regionalmente falando.
    # Desenvolvimento sócio-econômico-> o que não falta no país são áreas desassistidas pelo poder público há anos, onde nem o IBGE consegue detectar os problemas ali existentes nas estatísticas do censo. E com isso talvez as informações não chegam ao conhecimento do poder público. aliás, nessas regiões existem municípios que sequer aparece no mapa geográfico brasileiro, dificultando o assistencialismo das autoridades responsáveis;
    # Bem-estar social de um modo generalizado-> ultimamente o inchaço desenfreado nos grandes centros urbanos do país, evitando assim a migração em massa e o despreparo de infra-estrutura para receber tanta gente! As grandes cidades brasileiras já vêm passando por sérios constrangimentos do tipo: crise hídrica, déficit habitacional e invasões desacerbadas em áreas de mananciais e de proteção ambiental(proliferação de favelas e aluguéis caros), aumento de custo de vida, caos na saúde e na educação, aumento nas taxas de criminalidade, desemprego ou empregos informais, aumento de dependentes químicos e tráfico de drogas, cracolândias, defasagem nos transportes públicos e engarrafamentos a perder de vista, etc.;
    # Distribuição de RENDA PER CAPTA muito mais justa regionalmente falando-> a disparidade dentro dos Estados da federação é antiga. Aliás, nem o Estado de São Paulo {que é o mais rico do país} escapa, exemplo: VALE DO RIBEIRA e até algumas áreas da RM e nas periferias inclusive da capital. Norte de Minas Gerais, mas precisamente VALE DO JEQUITINHONHA e VALE DO MUCURI se equipara com os Estados nordestinos, enquanto as demais áreas gozam de uma RENDA PER CAPTA semelhantes aos Estados ricos do Brasil. O Pará, onde Belém e região (parasitas, mesquinhos e egoístas) preocupados apenas em continuar administrando os impostos arrecadados e os recursos naturais dos separatistas Carajás-Tapajós sem lhes dá nada em troca a não ser o descaso público, não é capaz de administrar nem a si mesma quanto mais dá conta de um vasto território! E assim se perpetua anos e anos esse dilema;
    A proposta de se criar novas unidades federativas é muito mais antiga do que a fundação de Brasília, defendida por ilustres personagens da nossa história como: Getúlio Vargas, o marechal Cândido Rondon e o geógrafo Milton dos Santos. Além domais, faz-se necessário “navegar é preciso”. No caso dos novos Estados conforme já foi mencionado acima. Agora no caso da volta dos Territórios Federais, trata-se de uma questão de sustentabilidade ecológica, além do reaproveitamento de imensas áreas despovoadas sobretudo na região amazônica, no Pantanal e o arquipélago de Fernando de Noronha, essas áreas precisam urgente de serem transformadas nessa modalidade federativa!
    “Não se faz a omelete, sem quebrar os ovos”, temos que encarar este assunto como uma empresa que está crescendo e a matriz já não está mais dando conta do recado, anda sobrecarregada demais e por isso terá que abrir novas filiais. O projeto de criação de novas unidades federativas, desengavetado pelos parlamentares: Sebastião Madeira e Ronaldo Dimas, ambos contam com o apoio do 1º ex-governador tocantinense Siqueira Campos já está há quase 70 anos tramitando no Congresso e no Senado, e de lá pra cá pouco se fez nesse sentido, isto é, foram criados apenas os Estados do Mato Grosso do Sul (1978) e Tocantins (1989). Por outro lado negativo, a população quadriplicou-se e tudo o que se nota é o inchaço despreparado nos grandes centros urbanos brasileiros, os quais já andam mais do que saturadíssimos! Um país como o Brasil que tem dimensão continental tanto populacional quanto de área, se comparado ao México e França juntos, entretanto individualmente têm um nº bem maior de províncias. E é exatamente aí nessa questão, o gargalo que emperra o atraso do progresso sócio-econômico do país, é aí que se instala também um lado do Brasil desconhecido que são os bolsões de pobreza absoluta, pessoas que vegetam abaixo da linha de pobreza com menos de S$1,00 (um dólar), mínimo recomendado pelo Relatório da ONU, da Anistia Internacional e da Cruz Vermelha. Geograficamente o Brasil é mal repartido, por isso que em parte se explica o não assistencialismo do poder público (claro, que sem querer isentar de maneira alguma a parcela de culpa das autoridades responsáveis!).
    Ao contrário de que muitos críticos ao projeto pensam, o que mais encarece o custo à União, são:
    a) As regalias extravagantes, os megas-salários e super-aposentadorias nos Três Poderes: executivo, Legislativa e Judiciário – dentro das 3 esferas (municipal, estadual e federal), algo que muito faz lembrar a velha PIRÂMIDE medieval, ou seja, a divisão de classes;
    b) O longo período de mandato pra senadores, sistema arcaico imposto por Dom Pedro I no período colonial, que já deveria ter sido extinto desde a Proclamação da República, não há razão que justifique isso;
    c) Reduzir e padronizar o nº de parlamentares dentro das 3 esferas políticas;
    d) Reduzir a quantidade de legendas partidárias, inclusive com possibilidade de unificar-se com outras que t~em propostas semelhantes;
    d) Reduzir o nº exorbitantes de pastas burocráticas (ministérios e secretarias), supérfluas e desnecessárias – as quais só têm servido mesmo é para manter o apadrinhamento de cargos como: nepotismo, tráfico de influência, troca de favores, etc.;
    e) Unificar a realização de eleições municipais com as estaduais e federais num mesmo dia, a cada 5 anos (uma maneira de retirar a data do pleito em anos pares para anos ímpares, ou seja, fora da realização dos grandes eventos esportivos internacionais como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, afinal de contas, o eleitorado brasileiro infelizmente é muito distraído durante essas ocasiões);
    Enfim, se forem tomadas as medidas como essas de enxugar a máquina pública, vai sobrar não só dinheiro pra criar as novas unidades federativas (que é uma questão até de justiça social e regional), como até para melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro.

  14. Tem que separar o estado de São Paulo do Brasil e não dividir o estado mais rico da federação. Isso é coisa de político . População burra

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