Utilização desordenada da água: medidas brasileiras

Na maioria dos países da América do Sul, os estudos hidrogeológicos ainda fazem uma abordagem pouco integrativa tanto em termos hidrológicos como profissionais.

Fica claro que a utilização desordenada da água está se convertendo rapidamente em um problema crítico, constituindo uma característica comum a todos os Países da America do Sul.

Você já se perguntou como o Brasil vem organizando essa questão?

Segundo Carlos Giampá e Valter Gonçales, autores do livro Águas subterrâneas e poços tubulares profundos, atualmente “os programas que vem sendo desenvolvidos pelo Governo, coordenados por entidades Federais como a ANA, CPRM E CNRH, e com a participação importante das Secretarias Estaduais de Recursos Hídricos de cada Estado, que vem atuando em diversos segmentos inerentes aos Recursos Hídricos, estão integrando os conhecimentos e informações a respeito dos Recursos superficiais e os subterrâneos, através de: Mapeamentos Hidrogeológicos regionais; Estudos Hidrogeológicos para locais/áreas específicas; Aquíferos Transfronteiriços, etc.

Há também ações de Estados principalmente na Preservação e Conservação dos aquíferos, por meio de estudos sobre a detecção de contaminações e determinação de áreas de preservação de futuras captações, bem como a geração de normas e instruções específicas para determinadas situações.

Importante destacar as ações promovidas pela ANA – Agência Nacional de Águas, que objetivaram o reconhecimento em detalhes das características dos Aquíferos Urucuia (Centro-oeste do País), de detalhamentos sobre riscos de contaminações no Aquífero Guarani, bem como outros na Bacia Amazônica, no Estado de Tocantins e especificamente nas Regiões Metropolitanas de Maceió, Natal etc.”

Sabemos que o mau uso contínuo das águas subterrâneas de uma bacia hidrográfica poderá reduzir as descargas de base dos seus rios, secar suas nascentes ou fontes, afetar os níveis mínimos de seus açudes e pantanais, danificar os seus terrenos e prédios aí construídos e reduzir a umidade do seu solo que dá suporte ao desenvolvimento da sua biomassa, dentre outros efeitos ambientais. Portanto, toda e qualquer medida como as mencionadas pelos Geólogos são de extrema importância para garantir e preservar nossas águas futuras.”

Tudo a ver

Para saber mais sobre o assunto não deixe de conferir a nova edição de Águas subterrâneas e poços tubulares profundos – 2ª Ed. A obra esclarece os termos e os conceitos da Hidrogeologia, não só para iniciantes, como também para os usuários e os técnicos que lidam com o setor. Abrange tópicos teóricos, como elementos de hidrologia subterrânea e de superfície, e práticos, sobre perfilagem de poços, operação e manutenção de poços tubulares profundos e gerenciamento de recursos hídricos, entre outros.

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