Verão 2017 – Desastres à vista!

Já antes das águas de março, a defesa civil tem muito trabalho.

A generosa pluviometria em curso, se por um lado tirou municípios do sufoco da seca passada, com racionamento de água e fundos nunca vistos dos reservatórios, surgindo ao ar, por outro lado, vem causando inundações e, à medida que as encostas saturam com água, causam escorregamentos de terra. Antes dos técnicos que darão soluções de engenharia aos problemas, a Defesa Civil monitora, evacua e acode a população atingida.

A ferramenta que auxilia os técnicos a monitorar a superfície, estudar sua dinâmica e estabelecer, por exemplo, áreas de risco, é de extrema utilidade à defesa civil. Trata-se do sensoriamento remoto e as imagens de satélite. Tem havido gradual aumento das resoluções espaciais, temporais e espectrais disponíveis. Aliadas a programas que transformam dados em informações vitais, são capazes de minorar a insegurança de tomar decisões para salvar vidas e resguardar patrimônio.

sr desatres

Mapa emergencial da inundação ocorrida no rio Paraíba do Sul, na divisa dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, em janeiro de 2012, gerado de imagens do satélite GeoEye. Em azul está realçada a área inundada. Fonte: <http://www.disasterscharter.org/web/charter/activation_details?p_r_p_1415474252_assetId=ACT-385>

A Lei 12.608/2012, que rege o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), estabelece que em caso de desastres naturais, é dever da União e dos Estados apoiar os Municípios em ações de buscas, socorro e assistência humanitária. Também estabelece auxílio no monitoramento, prevenção, recuperação e reconstrução das áreas atingidas. Infelizmente, as chuvas de verão de 2017 vêm pegando despreparadas várias localidades.

Enchente juruá

O Rio Juruá (SC) no dia 2/2/2017 alcançou seu maior nível desde 1995 impactando 16 mil pessoas.

No Brasil, o número de desastres naturais aumentou mais de 250% na década de 2000 em relação à década anterior: inundações, deslizamentos, estiagem, enxurradas e incêndios florestais. Mais recentemente, percebe-se um deslocamento do foco da gestão de desastres para a redução do risco em vez da resposta emergencial. A principal campanha no Brasil do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres é “Construindo cidades resilientes: minha cidade está se preparando!”. O livro Sensoriamento Remoto para Desastres foi escrito para contribuir para que esta meta realmente aconteça.

Tudo a ver

Assista ao webinar da Tania Sausen, especialista em gestão de riscos e autora do livro citado acima: Informação espacial para Gestão de Riscos de Desastres, dia 16 de fevereiro das 14:30 às 16:30 (horário de Brasília) 

Informações e inscrições: https://www.eventbrite.com.br/e/informacao-espacial-para-a-gestao-de-riscos-de-desastres-tickets-30590868110.

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Urbanização e desastres, mais um ponto de vista sobre o tema.