Vigilância da Amazônia

Satélites e programas de computador se mostraram eficazes para controlar os índices de desmatamento na Amazônia e, em sete anos, ajudaram a reduzir o desflorestamento de 27 mil quilômetros quadrados para 6 mil.

Com o uso destes aparatos, os institutos que fiscalizam o desmate podem encontrar criminosos responsáveis por incêndios ou cortes de árvores ilegais. Graças às altas resoluções das imagens, é possível flagrar ações mesmo nas menores clareiras da floresta.

Esta iniciativa bem sucedida começou no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, onde foi criado o primeiro laboratório do Brasil de testes pré-lançamento. Atualmente, o INPE é um dos únicos laboratórios do Hemisfério Sul que conduz estes experimentos.

Imagem: INPE.

O Instituto é responsável também pela fabricação do primeiro satélite 100% brasileiro, o Amazônia-1, com lançamento previsto para 2013, que suporta adversidades como calor, frio, ondas eletromagnéticas e vibrações sonoras intensas que ocorrem durante o lançamento.

Há mais de 20 anos, o INPE usa as imagens captadas por câmeras a centenas de quilômetros de altura para combater o desmatamento da Amazônia, mas este satélite irá produzir fotografias com resoluções mais precisas para os técnicos: é possível observar uma faixa de 720km com 40 metros de resolução.

Na parte superior do satélite existirão sensores que capturam a energia eletromagnética emitida pelo sol. Ao incidir sobre os alvos (vegetações, casas, populações), a energia retorna ao sensor. O aparelho captura parte desta energia e transforma em pulso eletromagnético, que serão enviadas para alguma estação converter em imagem.

No INPE estas imagens serão analisadas por um programa de computador criado a partir da experiência dos técnicos. A cor, a forma, a textura e a atividade econômica da região estudada criam um padrão que revela se houve queimada, corte das árvores de maior valor na floresta ou derrubada indiscriminada da vegetação.

Outro aparelho utilizado para monitorar estas atividades recebeu o nome de Deter, programa de detecção em tempo real, e tem sido usado desde 2004.  Com ele, o desmatamento na Amazônia caiu de 27.423 km² para 6.418 km² em 2011.

Todos os alertas do Deter são emitidos diariamente para os órgãos ambientais que controlam a Amazônia Legal, que destinam equipes especializadas para verificar os problemas. O INPE pretende fazer o mesmo com o novo satélite, que tem previsão de lançamento para 2013.

Fontes: G1 e INPE

O mapeamento da vegetação brasileira começou em meados de 1980 e se aperfeiçoou até se tornar o que é hoje. Quer conferir estas mudanças e descobrir tudo sobre observação das florestas do País? Confira a segunda e recém-lançada edição do livro Sensoriamento Remoto da Vegetação. Elaborado por Flávio Jorge Ponzoni, Yosio E. Shimabukuro e Tatiana Mora Kuplich, a obra é resultado de 20 anos de trabalho na Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE e traz conceitos atualizados para profissionais e estudantes da área.

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